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Empréstimos e gastos excessivos do governo do Amazonas são uma preocupação para a economia do estado

Foto: Montagem/Victória Cavalcante/Mix de Notícias
Apesar de curta, a trajetória política do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), coleciona escândalos, acusações e denúncias formalizadas, além de uma série de pedidos de impeachment, mas, o que preocupa parlamentares e órgãos de fiscalização é uma conta que não fecha.

Mesmo batendo recorde em arrecadação, o governo do Amazonas, na gestão atual está fazendo um excesso de empréstimos. Recentemente, veio a público, o gasto exorbitante de R$ 515.508.522,74 milhões do Governo do Amazonas em pagamento de indenizações, de serviços sem licitação, que de acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, feita por deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), no ano passado, é uma prática antiga que dá margem para corrupção.

Dentro desse valor, a maior fatia foi destinada a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), que já gastou R$ R$ 178.497.840,95. 

Em julho deste ano, a Aleam autorizou que o governador pegasse cerca R$ 1,5 bilhão em empréstimos junto ao Banco do Brasil (BB), com objetivo de "contribuir na recuperação econômica do Estado, de forma sustentável, gerando empregos e renda para a população, com investimentos nas áreas de educação, saúde, segurança pública e infraestrutura”.

Na época, a proposta teve votos contrários dos deputados Ricardo Nicolau (PSD), Dermilson Chagas (sem partido), Wilker Barreto (sem partido), Delegado Péricles (PSL) e Serafim Corrêa (PSB).

Ricardo Nicolau justificou seu voto contrário afirmando que o governo já estava fazendo muitos empréstimos e que a arrecadação do Amazonas cresce ano após ano.
Em agosto, o endividamento do estado chegou a R$ 3,3 bilhões, vindos de empréstimos que Wilson Lima faz desde 2019, seu primeiro ano de governo. No mesmo período de tempo, a Procuradoria-Geral da República (PGR), denunciou o governador do Amazonas, Wilson Lima, e mais 17 pessoas pelos crimes de organização criminosa e peculato, cometidos no enfrentamento da pandemia da covid-19 no estado.

Segundo a subprocuradora Lindôra Araújo, foi instaurada “uma verdadeira organização criminosa que tinha por propósito a prática de crimes contra a administração pública, especialmente a partir do direcionamento de contratações de insumos para enfrentamento da pandemia, sendo certo que, em pelo menos uma aquisição, o intento se concretizou”.

Em nota, o governador Wilson Lima afirmou que todos os seus atos de enfrentamento à pandemia são legais e mantiveram a probidade. Lima também disse que a denúncia da PGR “não apresenta provas do envolvimento dele em supostos crimes relacionados aos fatos em apuração”.

Nessa quinta-feira (18), o deputado Ricardo Nicolau voltou a falar sobre os gastos excessivos de Wilson Lima, enfatizando que esses empréstimos podem prejudicar futuras administrações. "Isso compromete o futuro e novos empreendimentos. Eu sou favorável que os empréstimos venham com um projeto de desenvolvimento. Projeto que vá retornar através da economia, uma ação efetiva", pontuou Nicolau. 

As eleições de 2022 estão batendo nas portas, e Wilson Lima tentará reeleição, se ele ganhar, a dívida poderá se multiplicar pelos próximos 4 anos, se ele for derrotado por qualquer outra pessoa, essa dívida terá que ser assumida por alguém que pouco tem a ver com as escolhas do atual governador. 

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