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Anvisa pondera aprovação condicional de vacina russa

Foto: Reuters/Shamil Zhumatov
Equipe técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou nesta sexta-feira (4), condições para qualquer aprovação da vacina russa Sputnik V, como a restrição do uso a adultos saudáveis.

A equipe técnica da Anvisa fez as mesmas recomendações para a injeção Covaxin, feita pela Bharat Biotech, empresa privada com sede na cidade indiana de Hyderabad.

As recomendações surgiram antes das deliberações da diretoria da Anvisa na sexta-feira sobre a manutenção, revogação ou modificação de uma decisão do final de abril que rejeitava as importações da injeção de Sputnik V solicitadas por governadores desesperados por vacinas.

Na ocasião, a diretoria de cinco membros da Anvisa votou por unanimidade pela não aprovação da vacina russa, após equipe técnica ter destacado “riscos inerentes” e defeitos “graves”, citando a falta de dados que garantissem sua segurança, qualidade e eficácia.

Essa rejeição deu início a uma discussão irritada com os desenvolvedores russos, que ameaçaram processar a agência brasileira por difamação, acusando-os de ceder à pressão dos EUA.

O Instituto Gamaleya de Moscou e o Fundo Russo de Investimento Direto disseram na época que o Sputnik V é 97,6% eficaz contra o COVID-19 em uma avaliação do “mundo real” baseada em dados de 3,8 milhões de pessoas.

O programa de vacinação do Brasil tem sido prejudicado por atrasos e falhas nas compras, transformando o país em um dos focos de COVID-19 mais mortíferos do mundo neste ano e levando o sistema nacional de saúde à beira do colapso.

O Brasil já vacinou 47,6 milhões de pessoas com a primeira dose, o equivalente a 22,6% da população, mas apenas 22,7 milhões com duas doses, ou 10,8% da população.

O Brasil registrou 16,8 milhões de casos confirmados do vírus e quase 470 mil mortes desde o início da pandemia. As mortes diárias diminuíram desde o pico da segunda onda em abril, mas permanecem muito maiores do que até mesmo o pior de 2020.

Fonte: Reuters

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