Gabi Lavinnt revela ter passado por assédio sexual e moral na época em que trabalhou no programa ‘Pânico na TV’ - Mix de Notícias

Últimas do Mix

Gabi Lavinnt revela ter passado por assédio sexual e moral na época em que trabalhou no programa ‘Pânico na TV’

Foto: Reprodução/Instagram
A modelo, influenciadora digital e ex-panicat, Gabi Lavinnt desabafou sobre todos os problemas que enfrentou quando trabalhava no programa ‘Pânico na TV’, incluindo questões de assédio sexual e moral, e revelou à coluna da jornalista Fábia Oliveira, que precisou fazer acompanhamento psicológico.

Segundo ela, seu trabalho era um ambiente tóxico e machista, e que todas as panicats sofriam assédios. “Eu falo de fofocas e principalmente de assédio que eu sofri durante os quatros anos que trabalhei no Pânico. Entrei lá em 2012 e saí em 2018 e vi como era um ambiente machista e tóxico. Muita baixaria”, disse.

A modelo foi contratada ainda no período que o programa era exibido na Rede TV. “Eu aparecia sem roupas no lugar do entregador de pizzas. Topei porque ficar sem roupas nunca foi um problema para mim e até que foi tranquilo porque todos me respeitaram e tudo saiu melhor do que esperavam”, lembrou ela.

Gabi também contou que depois desse trabalho, foi convidada para fazer mais participações no Pânico e que em uma das ocasiões, foi assediada por um dos diretores do programa.

“Uma vez, no intervalo de uma delas, um dos diretores me chamou para um reservado. Eu juro que achei que ele iria passar alguma coisa, uma dica ou me cobrar algo. Não levei na maldade mesmo, mas aí ele me agarrou”, relatou.

A modelo também relatou o motivo de não ter denunciado antes: “Eu fiquei calada porque precisava daquele trabalho. O Pânico não me dava dinheiro, mas me proporcionava fazer outros trabalhos fora da televisão como campanhas, desfiles para marcas, ensaios de biquíni e presenças VIPs e isso foi o que me tirou da pobreza. Eu sou de uma favela do Jardim Ângela, aqui de São Paulo, e consegui ganhar dinheiro com esses extras para sair de lá e poder ter uma vida melhor”, disse.

A modelo contou que em 2020, entrou em depressão e precisou iniciar uma terapia. E que acredita que essas situações em que ela foi submetida podem ter afetado seu psicológico.

“Eu resolvi largar tudo para tratar de uma depressão. Passei também por várias crises de ansiedade por conta de episódios que eu vivi nos bastidores da televisão.Sofri por uma exposição não tão legal e olha que não era aquela exposição porque eu nem era famosa, mas eu não queria mais ser vista daquele jeito. Fui fazer terapia, estudar e descobrir realmente quem eu era. Foi uma decisão bem pensada. Tive que sumir para me recuperar da imundície dos bastidores”, explicou a modelo.

Em dado momento, sem citar nomes dos envolvidos, Gabi começou a achar aquilo normal, porque frequentemente via as outras meninas sendo assediadas, e que existia uma espécie de escada de sucesso para as que se deixavam manipular pelas “regras” dos bastidores.

“Das panicats mais famosas até as que só eram participantes de alguns quadros como eu era, todas eram assediadas. Também fui vendo que as meninas que topavam ‘colaborar’ iam subindo, iam aparecendo mais nos programas, ganhavam destaques”, revelou.

“Nós éramos chamadas xingadas pelos diretores e pelos atores. Diariamente. Os únicos que nos respeitavam eram o Carioca, Ceará e o Emílio. O resto nos xingava direto. Eu não ligava muitos para os xingamentos e não me afetavam porque eu sabia que aqueles adjetivos não eram pra mim”, contou.

“O que me deixava irritada e possuída de ódio era ter que sair com alguém para ganhar um destaque no programa. Também não gostava quando passavam a mão na minha bunda. Era direto, eu ficava indignada”, finalizou.



Nenhum comentário