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É OURO! Martine e Kahena são bicampeãs olímpicas na vela

Photo by Phil Walter/Getty Images

Martine Grael e Kahena Kunze fazem história olímpica em Tóquio! A dupla brasileira ficou em 3º lugar na regata final, nesta terça (3) e conquistou o bicampeonato olímpico na classe 49er FX da vela.

Martine e Kahena se tornaram a primeira dupla feminina a conquistar dois ouros olímpicos seguidos. A espanhola Theresa Zabell tem duas medalhas de ouro na clase 470, mas com parceiras diferentes (Patricia Guerra em 1992 e Begoña Vía-Dufresne em 1996). 

É a sexta medalha de ouro da vela brasileira na história das Olimpíadas e a 12ª no total. Só a família Grael é responsável por nove delas. Torben tem cinco, Martine tem duas e Lars conseguiu mais duas.

É a 12ª medalha do Brasil em Tóquio. Ítalo Ferreira se tornou o primeiro campeão olímpico do surfe e Rebeca Andrade a primeira mulher a levar ouro na ginástica artística, Kelvin Hoefler, Rayssa Leal (skate street) e Rebeca Andrade (ginástica artística) conquistaram prata, e Mayra Aguiar, Daniel Cargnin (judô), Fernando Scheffer e Bruno Fratus (natação), a dupla Laura Pigossi e Luisa Stefani (tênis) e Alison dos Santos (atletismo) levaram bronze. Abner Teixeira e Hebert Conceição (boxe) já têm medalhas garantidas, mas ainda sem cor definida.

Antes da medal race

Ao fim das 12 regatas, Martine e Kahena tinham 70 pontos, o mesmo que as holandesas Bekkering e Duetz, 3 a menos que as alemãs Lutz e Beucke - as grandes vencedoras do dia -, 8 a menos que as espanholas Dominguez e Martin, e 11 a menos que as britânicas Dobson e Tidey.


A dupla Kunze e Grael

Em 2009, as amigas Martine e Kahena, que velejavam desde cedo como rivais - mas parceiras fora da água -, conquistam a medalha de ouro na classe 420, que não faz parte do programa olímpico, no Mundial da Juventude.

Após o título júnior, Grael resolveu fazer parceria com Isabel Swan, medalhista em Pequim, buscando vaga nas Olimpíadas de 2012, em Londres, na classe 470. Mas nem tudo era fácil, mesmo para alguém que cresceu dentro do esporte.

"Quando você começa na vela olímpica é como se você tivesse começando tudo de novo. Você começa lá no fundo do poço e aí você que esteve acostumado a ganhar regatas e aí você entra na vela olímpica, você começa meio que do zero", relembra Martine. "Você começa chegando em último nas regatas de novo por que o nível é muito mais alto. Então eu acho que pra eu conseguir passar dessa etapa é que é o mais desafiador na vela."

Martine e Isabel foram derrotadas na seletiva olímpica pela antiga parceira de Isabel, Fernanda Oliveira, que naquela época velejava com Ana Barbachan.

Depois do insucesso na busca pela vaga em Londres, Martine voltou a encontrar Kahena e a dupla se acertou rapidamente, conquistando a medalha de prata da classe 49er FX no Mundial de 2013. No ano seguinte, veio o título mundial.

Fonte: YahooEsportes


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