Últimas do Mix

Médico dopa e estupra namorada e divulga imagens na web

 

Imagem ilustrativa

Um médico de 26 anos foi preso em Miraí (MG) por ter dopado e estuprado uma jovem, de 22 anos, com a qual tinha um relacionamento e divulgado imagens da vítima na internet.

Eles namoraram entre janeiro e junho deste ano, quando a violência sexual ocorreu. A vítima reside em Cataguases, também em Minas Gerais.

“Ela alega ter sofrido, nesse período, os crimes de estupro, mas também estupro de vulnerável, pois o rapaz a teria dopado e mantido relações sexuais com ela desacordada. O investigado também teria divulgado cenas de sexo e nudez sem a autorização da vítima”, disse a delegada Érica Nascimento Guedes ao jornal “O Estado de Minas”.

Uma outra mulher, de 25 anos, afirma ter sido vítima da mesma prática, tendo sido estuprada após ser dopada.

Uma terceira jovem, de 21 anos, que também teve as suas imagens divulgadas, já havia procurado a Delegacia de Mulheres de Alfenas para denunciar o médico.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em dois imóveis do suspeito e o material coletado pelos agentes –incluindo medicamentos de uso controlado– foi encaminhado à perícia.

Como agir em caso de estupro

Se você for vítima de estupro ou estiver auxiliando uma pessoa que tenha sido estuprada, os passos a serem seguidos são um pouco diferentes das dicas gerais fornecidas anteriormente.

É importante lembrar que o crime de estupro é qualquer conduta, com emprego de violência ou grave ameaça, que atente contra a dignidade e a liberdade sexual de alguém. O elemento mais importante para caracterizar esse crime é a ausência de consentimento da vítima. Portanto, forçar a vítima a praticar atos sexuais, mesmo que sem penetração, é estupro (ex: forçar sexo oral ou masturbação sem consentimento).

Uma pessoa que tenha passado por esta situação normalmente encontra-se bastante fragilizada, contudo, há casos em que a vítima só se apercebe do ocorrido algum tempo depois. Em ambos os casos, é muito importante que a vítima tenha apoio de alguém quando for denunciar o ocorrido às autoridades, pois relatar os fatos costuma ser um momento doloroso. Infelizmente, apesar da fragilidade da vítima é importante que ocorra a denúncia para que as autoridades possam tomar conhecimento do ocorrido e agir para a responsabilização do agressor.

Antes da reforma do Código Penal em setembro de 2018, alguns casos de estupro só podiam ser denunciados pela própria vítima. Isso mudou, o que significa que se outra pessoa denunciar um estupro e tiver provas, o Ministério Público poderá processar o caso mesmo que o denunciante não tenha sido a própria vítima.




Fonte: Catraca Livre



Nenhum comentário