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Mãe de bebê morto por mordidas lamenta julgamento do ex: ‘Justiça’

 

Reprodução

Giulia de Andrade Candido falou pela primeira vez sobre a repercussão da morte violenta de seu filho em janeiro do ano passado. Ela é mãe de Anthony Daniel de Andrade Moraes, de um ano, que morreu com sinais espancamento e mordidas pelo padrasto Ronaldo Silvestrini Junior. O crime aconteceu na Praia Grande, litoral de São Paulo. As informações são do G1.

A mãe está insatisfeita com o julgamento do ex. “Não estou satisfeita. Ele foi condenado por lesão corporal. [O julgamento] foi um dia inteiro de agonia. A gente só queria justiça, mas só vimos o inverso disso”, disse ao G1.

Embora estivessem juntos há poucos meses, o ex-casal se conhecia há anos e, até então, Ronaldo não aparentava ser uma pessoa agressiva, segundo Giulia. Depois do acontecimento, ela o definiu como “uma pessoa muito fria e calculista” por suas atitudes e maneira como lidou com a morte do enteado.

“Quando cheguei [em casa], ele fez como se estivesse surpreso pela morte do meu filho. Nunca lidei com alguém dessa forma. Ele pegou o bebê do meu colo e fez respiração boca a boca, mesmo sabendo que ele estava sem vida há horas, conforme apontou o laudo”, relembrou.

O filho mais velho de Giulia, de 7 anos, que vivia com o ex-casal e o bebê, relatou que também sofria agressões do padrasto e presenciou a morte do irmão.

Julgamento

No corpo de Anthony foi contatado diversas fraturas, mordidas no rosto e hematomas.  Segundo o G1, Ronaldo foi julgado por homicídio duplamente qualificado, mas foi condenado pelo crime de lesão corporal seguida de morte, e deverá cumprir pena de 11 anos de prisão em regime inicial fechado. 

Insatisfeita com o julgamento, Giulia disse que lutará para que o ex seja condenado por homicídio. “É pouco demais. [A defesa] queria que um assassino cruel saísse pela porta da frente”, lamentou.



Istoé*

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