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O Globo é condenado na Justiça pela terceira vez em briga com Samel


O site do jornal O Globo foi obrigado a publicar neste sábado (20) um direito de resposta de mais de 8,4 mil caracteres dos hospitais Samel e do presidente da rede, empresário Luis Alberto “Beto” Nicolau.

Foi a terceira punição imposta a O Globo, em quatro meses, por causa de matérias e comentários feitos contra a Samel. O centro da questão é a pesquisa com a droga proxalutamida contra a covid (coronavírus).

A primeira matéria do caso, assinada pela colunista Malu Gaspar, foi publicada em junho passado.

O conteúdo associa o estudo a mortes ocorridas no grupo de pessoas pesquisadas no tratamento da covid no Amazonas. Além disso, chama graciosamente a substância de “nova cloroquina”.

Como resultado, além do direito de resposta, o jornal foi condenado a pagar indenização de R$ 260 mil à Samel. Entre outras coisas, por descumprimento de punições anteriores.

No processo, o jornal alegou ter honrado a medida judicial.

Mas, o juiz Manoel Amaro de Lima, da 3ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, que assina a decisão cumprida hoje, não se convenceu da solução dada na reparação pedida pela empresa amazonense.

É que O Globo, quando publicou as matérias contra a Samel, a fez em seu amplo espaço em seu próprio site e nas suas redes sociais, principalmente Facebook, Instagram e Twitter.

Mas o direito de resposta foi restrito a assinantes e ao blog de Malu Gaspar, sem a ampla publicidade dos posts iniciais.

O Globo tentou, no processo, provar o contrário, mas o magistrado chamou isso de má-fé e o repreendeu.

‘Tentativa de alterar a verdade’

Sobre isso, Amaro comentou em sua decisão:

“A conduta da Requerida que, em momento anterior vem a este juízo

informar pretenso cumprimento da ordem então emanada, para, escamoteando a verdade, adotar conduta totalmente contrária e furtiva de, em outro veículo, continuar promovendo a publicação e disseminação de notícias que sabidamente estão abarcadas pela decisão proferida, bem como que não concedera, da forma que deferido o correspondente direito de resposta com o mesmo destaque e publicidade das matérias impugnadas, por certo, que caracteriza nova e constante tentativa de alterar a verdade dos fatos”.

O juiz acrescenta ainda que O Globo tentou manobrar o direito dado pela Justiça à Samel.

“Reiteradamente as Requeridas (Globo e Malu Gaspar) vem (sic.) se utilizando de argumentos e pretensas manobradas a tão somente dar aparente cumprimento aos termos das decisões proferidas por este juízo, sem que isto, efetivamente, importe o efetivo cumprimento das determinações aqui emanadas”.

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