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Prefeitura de Manaus alerta para mau uso do ‘Parque Encontro das Águas’ que ainda não está em funcionamento

 

Fotos – Altemar Alcântara / Semcom

A Prefeitura de Manaus informa que a construção do Parque Encontro das Águas, na zona Leste, ainda está em projeto, fase de prospecções e etapa de estudos, para a sua implantação e detalhamento. O local não está em funcionamento ou qualquer tipo de operação. Ressalta-se que a segurança dos banhistas, que eventualmente frequentarem a área, é de responsabilidade dos mesmos, uma vez que o parque, ainda em desenvolvimento, não conta com infraestrutura para receber a população, desde salva-vidas até segurança pública.

Não há tutela do poder público sobre eventual utilização por usuários, uma vez que o espaço não foi inaugurado e ainda não é uma área preparada para receber visitantes. Antes da sua inauguração, serão definidas as competências e responsabilidades para serviços ao público e infraestrutura.

Além dos elementos do projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer, a proposta está recebendo novos estudos para sua implantação e atualização, incluindo um heliponto e um sky glass, plataforma estaiada de vidro e aço, com uma altura entre 50 metros e 60 metros, com visão panorâmica e um elevador para acesso à faixa de praia.

Estudos

Em razão dos estudos e necessidade de limpeza no local, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) realizou serviços de podas, capinação e melhorias no acesso interno, mantendo equipes na área.

A equipe técnica do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) está alocando espaços para piqueniques, estacionamentos e estruturas institucionais, que vão garantir o funcionamento do parque, sua preservação, segurança, beleza e limpeza.

Há previsão de muitos espaços sombreados, grandes áreas para paisagismo e melhorias no acesso, lembrando que a visão do encontro dos rios, um dos cartões-postais de Manaus, será sempre em primeiro plano.

É preciso informar que áreas de orla são de competência da União e da Marinha e, no momento, a faixa de praia na região não está estruturada como ocorre na Ponta Negra. Esse trabalho deverá ser realizado em conjunto com os estudos de viabilidade, que a prefeitura está promovendo no parque.

O cronograma prevê a entrega do grande monumento, provavelmente no primeiro semestre de 2023. Como ainda necessita de projeto básico e executivo, após os estudos de implantação, e lançamento de licitação, a previsão do início das obras é para até o segundo semestre de 2022.

O arquiteto Niemeyer desenhou uma estrutura em concreto armado, na sua assinatura de reinterpretação de materiais modernos e volumes puros, na relação arte-arquitetura. Para o parque, há o contraste geométrico entre formas arquitetônicas orgânicas, a representação dos rios, com a natureza exuberante.

Estrutura

A construção do Parque Encontro das Águas terá uma vista espetacular do cartão-postal natural onde percorrem os rios Negro e Solimões, zona Norte.

“Niemeyer projetou um monumento que vamos conectar ao ecossistema aquático. É uma oca estilizada em concreto armado, com 30 metros de diâmetros e uma lâmina em cima, com cerca de 17 metros de altura, representando o Negro e o Solimões. A outra parte é um restaurante, também dando curva ao concreto”, disse o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Carlos Valente.

O gestor lembra que o lote foi adquirido pela Prefeitura de Manaus e teve um projeto anterior, desenvolvido pelo arquiteto José Henriques Rodrigues, mas que possuía limitações em razão da existência de torres da Embratel. Atualmente as torres não existem mais no platô, que tem a vista mais exuberante para o cartão-postal.

São 120 mil metros quadrados, mas grande parte é de proteção permanente, por causa da declividade acentuada do terreno, acima de 30 graus, com encostas. “Teremos gastronomia, lazer, cultura, a contemplação e os espaços conectados. Será um local para rivalizar com a Ponta Negra e um monumento para a capital se orgulhar muito”.

Projetos

O Implurb é o órgão que atua diretamente para capitanear muitos projetos urbanísticos e arquitetônicos, cujas operações serão, futuramente, frutos de licitações, chamamentos públicos e outras modalidades previstas na legislação.

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