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Além de militares, Moro prepara agenda com evangélicos

Foto: Reprodução/Instagram
Além de ter iniciado uma ofensiva sobre militares da reserva, o ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos) iniciou aproximação com lideranças de denominações evangélicas.

Os dois segmentos, tanto militares como evangélicos, são identificados por integrantes da atual gestão como pilares de sustentação do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A agenda do pré-candidato do Podemos junto a lideranças religiosas tem sido preparada pelo advogado Uziel Santana, coordenador do núcleo evangélico e religioso da campanha presidencial do ex-magistrado federal.

Em conversa com a CNN Brasil, ele ressaltou que a agenda do pré-candidato inclui encontros com presidentes de igrejas, associações de missionários e instituições de ensino confessional.

Santana explicou que a ideia é que Moro também participe de eventos de denominações evangélicas, mas sem fazer discurso político no púlpito da igreja durante cultos.

“A recepção ao nome de Moro tem sido bastante positiva, sobretudo por ele representar o combate à corrupção, que é uma bandeira das denominações evangélicas”, disse.

Para esta semana, por exemplo, a expectativa é de que Moro tenha um encontro virtual com lideranças evangélicas.

Santana ressalta que nem todos os segmentos religiosos apoiam a atual gestão.

A última pesquisa Genial/Qaest, realizada no início deste mês, mostrou que enquanto a rejeição ao governo federal é de 50% no público geral, ela cai para 35% entre eleitores que se identificam como evangélicos.

Na tentativa de fazer um contraponto a Bolsonaro, Moro tem ensaiado uma aproximação com generais da reserva.

Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o movimento de aproximação do segmento militar tem sido capitaneado pelo ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Santos Cruz.

No mês passado, a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, participou de almoço com um grupo de militares.

E, segundo integrantes da legenda, a ideia é que Moro participe de uma reunião em breve com generais da reserva.

Fonte: CNN Brasil

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