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Traficantes usam quartos de hotéis para vender a “droga do estupro”

 

Reprodução

Produzida em laboratório e conhecida na Europa como a “droga do estupro”, o ácido gama-hidroxibutírico passou ser traficado em quartos de hotéis localizados na área central de Brasília. Investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreenderam a substância em poder de um traficante preso dentro de uma suíte após um usuário sofrer um surto e ameaçar se jogar pela janela.

A substância, mais conhecida como GHB ou apenas “G” (pronunciada como “di”, som da letra no inglês), pode dar aos usuários uma sensação de euforia e aumentar o desejo sexual. Investigações conduzidas pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) identificaram que um traficante se hospedava em vários hotéis ao longo da semana para dificultar sua localização.

O criminoso havia se especializado em vender cocaína, cristal – um tipo de metanfetamina -, além da droga do estupro. O traficante tinha como principais clientes pessoas que frequentam festas de música eletrônica e LGBTQIA+. “Ele alugava quartos por meio de plataformas de locação e conseguia repassar as drogas sem ser alcançado pela polícia”, explicou um dos investigadores.

Superdosagem

A superdosagem de G pode tornar as pessoas incoerentes, provocar convulsões, fazê-las perder a consciência e parar de respirar completamente. A substância é chamada de droga do estupro porque costuma ser usada por agressores para deixar vítimas mais vulneráveis a abusos sexuais.

Geralmente sem cor, gosto e cheiro, a GHB age no sistema nervoso central e deixa a vítima sonolenta e inconsciente. A Organização das Nações Unidas (ONU) já fez alertas sobre o crescimento rápido dessas drogas e o surgimento de outras substâncias do tipo. Segundo a entidade, remédios utilizados em prática de violência sexual são de fácil acesso.

O traficante foi detido em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após passar por audiência de custódia.




Metrópoles*

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