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Mexicana é agredida no Catar e recebe punição de 100 chibatadas

 

Foto: reprodução

A mexicana Paola Schietekat, que estava em Doha há dois anos, foi condenada a 100 chibatadas e a sete anos de prisão no Catar – país sede da Copa do Mundo de 2022 – após denunciar a agressão de um homem latino.

Em entrevista ao ‘Fantástico’, Paola falou sobre a situação. “Estava no meu apartamento e fui agredida por alguém que eu conhecia. Eu o conhecia da comunidade latina, não há muitos latinos no Catar. Foi violência física, me deixou com marcas no corpo”, declarou.

Economista do Comitê Supremo, entidade encarregada de organizar a Copa do Mundo, a mulher contou que procurou as autoridades para relatar a queixa, mas seu caso acabou tendo uma reviravolta. Paola foi acusada de “sexo extraconjugal” – manter uma relação sem ser casada. Conforme a Lei Sharia, do sistema jurídico do Islã, as vítimas de violência sexual podem ser processadas por adultério, prevendo a pena de 100 chibatadas e sete anos de reclusão.

Segundo Schietekat, seu agressor afirmou à polícia que eles tinham uma relação, o que não é verdade, para se livrar das acusações. Após a declaração do suspeito, a mexicana foi condenada com a pena prevista pelas leis islâmicas. Para fugir das punições propostas, Paola foi informada de que poderia se casar com seu agressor.

A vítima deixou o Catar no ano passado, antes de receber qualquer pena, mas desde então afirma que a Justiça não foi feita e que seu agressor permanece livre. No mês passado, Paola foi informada de que seu caso voltou para a promotoria e isso significa que ele pode ser arquivado.

Ao Fantástico, a FIFA alegou que Paola deve receber cuidados e assistência, e que continuará acompanhando o caso até que ele esteja completamente encerrado. “O futebol ajuda no empoderamento feminino, reduz a delinquência juvenil e a violência. A FIFA teme que as pessoas politizem o futebol, mas futebol é política e é uma ferramenta superimportante”, declarou a entidade.


Istoé*

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