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Empresa anuncia recall de produtos após morte de 48 cães

 

Foto: Arquivo pessoal

A Bassar Pet Food, empresa responsável pelos petiscos caninos com suspeita de contaminação, anunciou nesta última quarta-feira (7) um recall de todos os produtos vendidos pela marca. Pelo menos 48 cães que consumiram os petiscos morreram.

Em nota, publicada nas redes da marca, a Bassar solicita que os consumidores entreguem no local de venda itens que já tenham adquirido anteriormente. “A Bassar Pet Food já vinha recolhendo todas as suas linhas do varejo nacional e havia interrompido sua produção na semana passada”, diz trecho do texto.

De acordo com a empresa, exames preliminares realizados pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apontaram indícios de que o propilenoglicol, insumo utilizado pelo setor industrial na fabricação de alimentos para humanos e animais, adquirido pela Bassar Pet Food de um de seus fornecedores, estaria contaminado com etilenoglicol.

A publicação ainda reforça que o etilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa da sua cadeia de produção. “A Bassar Pet Food é a maior interessada no esclarecimento dos fatos, apoia as investigações do MAPA e das autoridades policiais e está colaborando com as investigações para a elucidação do caso”, diz a nota.

A organização também informa que, em complemento às investigações oficiais, estão sendo finalizados trabalhos de perícia na Bassar em todo o processo de produção e maquinários em sua própria fábrica. Além disso, todas as matérias-primas que compõem os produtos finais da empresa estão sendo analisadas.

“A Bassar Pet Food se solidariza com todos os tutores de pets – a razão de nossa empresa existir. Os consumidores podem tirar dúvidas pelo e-mail sac@bassarpetfood.com.br”, finaliza a nota.

O que diz o MAPA?

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) determinou na terça-feira (6) que as empresas registradas junto ao MAPA suspendam imediatamente o uso de dois lotes da matéria-prima propilenoglicol adquiridos da empresa Tecno Clean Industrial LTDA.

“Investigações do Mapa detectaram o envolvimento inicial dos lotes AD5053C22 e AD4055C21 – denominação de venda: PROPILENO GLYCOL USP adquiridos da empresa Tecno Clean nos casos de intoxicação de animais por ingestão de produtos da empresa Bassar Indústria e Comércio Ltda”, explica o Ministério.

O propilenoglicol é um aditivo permitido tanto para alimentação animal, quanto para alimentação humana. Nesse caso, o departamento investiga uma contaminação do propilenoglicol por monoetilenoglicol. A causa está sendo investigada.

“As empresas fabricantes de produtos para alimentação animal registradas no Mapa também devem identificar os produtos fabricados com o uso dessas matérias primas e, caso encontrem, devem fazer o recolhimento no comércio atacadista e varejista”, finaliza.


Fonte: Redação e BHAZ


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