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Governo eleva para 2,7% previsão de alta do PIB em 2022 e reduz estimativa de inflação


Foto: Divulgação

Dados foram divulgados nesta quinta pelo Ministério da Economia. Expectativa do governo para a inflação oficial deste ano recuou de 7,2% para 6,3%.

O Ministério da Economia elevou nesta quinta-feira (15) a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 2% para 2,7%, e reduziu a estimativa de inflação.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, por meio do boletim "MacroFiscal".

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O aumento na expectativa de crescimento da economia do governo acontece após a divulgação do resultado do segundo trimestre, com alta de 1,2% – que ficou acima do esperado.

Segundo pesquisa realizada na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, o PIB deve registrar uma expansão de 2,39% neste ano.

Para 2023, o Ministério da Economia manteve em 2,5% sua previsão de crescimento da economia. O valor segue bem acima do estimado pelo mercado financeiro - que vê uma alta de 0,5% para o PIB no próximo ano.

Fatores

De acordo com o chefe da Assessoria Especial de Estudos Econômicos do Ministério da Economia, Rogério Boueri, o aumento na estimativa para o PIB de 2022 está relacionado com a "pujança" do mercado de trabalho, com o desempenho do setor de serviços e dos investimentos.

"Espera-se continuidade do crescimento da atividade ao longo deste segundo semestre. As primeiras divulgações para o mês de julho sugerem que indústria, serviços e mercado de trabalho continuam crescendo", informou o Ministério da Economia, em nota.

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Inflação

Ao mesmo tempo em que elevou a projeção de alta do PIB, o Ministério da Economia também baixou sua expectativa de inflação de 7,2% para 6,3% neste ano. Para 2023, a estimativa de inflação do governo ficou estável em 4,5%.

A redução da estimativa de inflação em 2022 coincide com o corte de impostos sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica. Esses produtos por si só já impactam a inflação. Além disso, influenciam indiretamente os preços de outros itens.

Apesar da queda, a estimativa de inflação do governo para este ano segue acima da meta de inflação para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3,5%. Ela será considerada cumprida se oscilar entre 2% e 5%.

A estimativa para o IPCA de 2023 também está acima da meta central de inflação para o período, que é de 3,25%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância, que vai de 1,75% a 4,75%.

Para o mercado financeiro, de acordo com dados colhidos na semana passada, a inflação oficial somará 6,40% neste ano e 5,17% em 2023.

Fonte: G1




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