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Uganda declara surto de Ebola após morte por cepa rara do Sudão

 

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Autoridades de saúde de Uganda declararam, nesta terça-feira (20/9), que o país vive um surto de Ebola após a confirmação de uma morte provocada por uma cepa relativamente rara do Sudão. Um homem de 24 anos morreu após apresentar uma série de sintomas como febre alta, diarreia e dores abdominais, além de vomitar sangue.

Inicialmente, o paciente recebeu tratamento para a malária. No entanto, o Uganda Virus Research Institute confirmou o caso como Ebola ao testar uma amostra do paciente após uma investigação da equipe Nacional de Resposta Rápida sobre seis mortes suspeitas que ocorreram no distrito este mês. Outros oito casos suspeitos da doença estão recebendo atendimento em uma unidade de saúde do país.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram registrados sete surtos do vírus ebola do Sudão. Quatro deles ocorreram em Uganda, sendo o último em 2012, e três no Sudão. As taxas de letalidade do vírus variaram entre 41% e 100% em surtos anteriores.

“Esta é a primeira vez em mais de uma década que Uganda registra um surto de ebolavírus do Sudão. Estamos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades nacionais de saúde para investigar a origem deste surto, ao mesmo tempo que apoiamos os esforços para implementar rapidamente medidas de controle eficazes”, disse a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, em comunicado.

Em 2019, Uganda viveu um surto de Ebola relativo ao ebolavirus do Zaire importado da República Democrática do Congo, que lutava contra uma grande epidemia.

“Uganda não é estranha ao controle efetivo do Ebola. Graças à sua experiência, foram tomadas medidas para detectar rapidamente o vírus e podemos contar com esse conhecimento para impedir a propagação de infecções”, continuou Matshidiso.

A OMS esclareceu que, embora a vacinação em anel de pessoas de alto risco com a vacina Ervebo tenha sido altamente eficaz no controle da propagação da doença em surtos recentes, o imunizante tem aprovação apenas para proteger contra o Zaire vírus. “Outra vacina produzida pela Johnson & Johnson pode ser eficaz, mas ainda não foi testada especificamente contra o Ebola do Sudão”, explicou.




Metrópoles*

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