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Mais de 300 pessoas são mortas em protestos no Irã, diz chefe da ONU

Foto: Reprodução/Redes sociais

A República islâmica tem sido tomada por protestos em todo o país desde a morte da curda Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia da polícia de moralidade em 16 de setembro, depois que ela foi presa por usar roupas consideradas “inadequadas”.

Considerando a situação, o Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos disse, nesta terça-feira (22/11), que a situação no Irã é “crítica”, descrevendo um endurecimento de respostas das autoridades aos protestos que resultaram em mais de 300 mortes, incluindo crianças, nos últimos dois meses.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou que continua profundamente preocupado com relatos de crianças sendo mortas, feridas e detidas no Irã em um comunicado na sexta-feira (18), acrescentando que as mortes relatadas de crianças em protestos antigovernamentais “devem parar”. Cerca de 50 crianças perderam suas vidas na agitação pública no Irã.

As manifestações no Irã acontecem há mais de dois meses e em meio a crescentes chamadas de manifestantes e ativistas online para Unicef, Anistia Internacional e outras organizações de direitos humanos para tomar medidas sobre violações de direitos humanos e crimes contra crianças no Irã.

De acordo com um grupo iraniano de direitos humanos, pelo menos 378 pessoas foram mortas desde o início das manifestações, quando o líder supremo do país emitiu um alerta de que o movimento de protesto está “fadado ao fracasso”. Outra organização chamada Iran Human Rights publicou o número estimado de mortos no sábado, acrescentando que inclui 47 crianças mortas pelas forças de segurança.

Com informações da CNN Brasil*

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