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Juiz mantém decisão sobre Bruno Henrique e manda recurso do Ministério Público à segunda instância do Distrito Federal

Bruno Henrique será julgado no STJD na quinta — Foto: Ricardo Moraes/REUTERS

O juiz Fernando Brandini Barbagalo, do Distrito Federal, manteve a decisão em que negou tornar o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, réu também por estelionato no caso em que o atleta é acusado de manipulação esportiva. O jogador já é réu por cometer fraude esportiva.

 

Nesta segunda-feira, Barbagalo respondeu ao recurso do Ministério Público local, que sustenta que o jogador, o irmão dele, Wander Nunes Pinto Júnior, e outras sete pessoas também devem ser processadas por estelionato.

 

Segundo investigação da Polícia Federal e denúncia do MP, o atleta tomou um cartão amarelo contra o Santos, no Brasileiro de 2023, e beneficiou apostadores, que sabiam com antecedência que ele seria punido naquela partida.


Os investigadores indicaram que Bruno Henrique manteve conversas sobre o assunto com Wander, que realizou apostas e ainda avisou pessoas próximas, que fizeram o mesmo.


Apesar disso, Barbagalo, em decisão anterior, considerou que as provas indicavam apenas o cometimento de fraude esportiva, previsto na Lei Geral do Esporte, por parte do atleta e de seu irmão, crime pelo qual eles foram tornados réus. Para o juiz, não há elementos que demonstrem também o crime de estelionato.

 

O argumento do magistrado, reforçado na decisão desta segunda-feira, é que as empresas prejudicadas pelo suposto esquema não se manifestaram como vítimas do caso. Segundo ele, elas “apenas se limitaram a responder as solicitações da Polícia Federal e do Ministério Público”.

 

Barbagalo também entendeu que não há indícios suficientes para a aplicação de medidas cautelares, como uma fiança de R$ 2 milhões, como quer o MP.

 

O recurso agora será enviado ao Tribunal de Justiça do DF para ser analisado em segunda instância.

 

Na última semana, o jogador foi julgado e condenado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que aplicou pena de 12 jogos de suspensão, além de multa de R$ 50 mil. Ele ainda pode recorrer na corte esportiva.

Fonte: GE

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