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Reta final para a Copa do Mundo acirra disputa na seleção brasileira

Ida para o Lyon pode fazer bem a Endrick na briga por um lugar na seleção brasileira — Foto: François Lo Presti/AFP

Bastou o prodígio Endrick, de 19 anos, empurrar para o gol o chute do meia Corentin Tolisso, no 2 a 1 do Lyon sobre o Lille, pelo Campeonato Francês, para uma legião de admiradores abrir contagem no relógio que conta o tempo para o anúncio da próxima lista de convocados de Carlo Ancelotti, técnico que hoje dirige a seleção brasileira. E não é “sem motivo”: o centroavante que encantou o mundo em 2023 com a camisa do Palmeiras e logo foi comprado pelo Real Madrid, terá cerca de dez jogos para, no clube francês, mostrar que é o nove que falta à linha de frente do time que tentará o hexacampeonato, daqui a 150 dias, na Copa dos Estados Unidos, do México e do Canadá.

E Endrick não é o único de olho no relógio. Atentas à mesma brecha estão, pelo menos, outros quatro atacantes que, nas barbas do técnico da seleção brasileira, terão de 13 a 15 jogos para mostrar serviço — casos de Neymar, Pedro, Kaio Jorge e Vitor Roque, aspirantes a uma vaga entre os 23 chamados para os amistosos contra França (dia 26) e Croácia (31), em março. É difícil que ao menos um deles não esteja ao lado de Estêvão, Vini Jr., Raphinha, Rodrygo, Matheus Cunha e Luiz Henrique. E acho que a “briga” com João Pedro e Gabriel Martinelli está mesmo entre Neymar, Pedro e Endrick — nesta ordem.

Gerson, ontem apresentado pelo Cruzeiro como a aquisição mais cara do futebol brasileiro, é mais um imbuído em jogar tudo o que sabe nos 14 jogos que o separam da próxima convocação. O meia, que também pode ser atacante, andou fora das últimas listas do treinador, é verdade. Mas jamais deixou de ter os passos seguidos por Carlo Ancelotti. Na última data Fifa, só não esteve entre os chamados por estar voltando de lesão. Não tenho dúvidas de que o retorno ao futebol brasileiro, em condições ainda mais competitivas, o trará de volta à condição de candidato à vaga num setor habitado com frequência por Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá.

Há, portanto, um atraente pano de fundo nestes jogos de inicio de temporada. Aparentemente sem importância para os clubes que jogam pelo título nas principais competições do calendário, os confrontos dos Estaduais já são como areia que cai na ampulheta. E na luta contra o pouco tempo disponível para mostrar serviço, cada gol, cada assistência e cada vitória pessoal valerá dobrado na missão de desfazer o que parece já estar feito.

*Extra

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