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Justiça decreta prisão preventiva de PM que atropelou e matou cães em Manaus

Foto: divulgação 
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou a prisão preventiva do policial militar Cássio Rodrigo Dias Pinto, de 37 anos, motorista da viatura envolvida no atropelamento que resultou na morte de cães na zona sul de Manaus. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (2), no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco.

Além de Cássio, também participaram da audiência os policiais Fernando Rufino de Oliveira Curutima e Thiago da Fonseca Garcia, que estavam na viatura no momento do ocorrido. No entanto, apenas o condutor teve a prisão convertida em preventiva. Os outros dois militares foram colocados em liberdade e responderão ao processo fora do sistema prisional.

Na decisão, o juiz plantonista entendeu que havia elementos suficientes para manter a prisão do motorista, uma vez que ele era o responsável pela condução do veículo oficial no momento do atropelamento. A prisão ficou caracterizada inicialmente como flagrante e, em seguida, foi convertida em preventiva.

Atropelamento foi registrado em vídeo

O caso ganhou grande repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra o momento em que os animais, parados na via, são atingidos pela viatura policial. Após o impacto, o veículo seguiu sem parar para prestar socorro.

Os tutores dos cães registraram Boletim de Ocorrência, e os corpos dos animais foram recolhidos para a realização de perícia, que deve auxiliar nas investigações conduzidas pelas autoridades.

Histórico familiar também repercute

O episódio também chamou atenção pelo histórico criminal do pai do policial, Evaldo de Assis Pinto. Em junho de 2019, ele foi preso pela Polícia Civil do Amazonas no bairro São Jorge, zona oeste da capital, para o cumprimento de três mandados de prisão.

Dois dos mandados eram de prisão preventiva por crimes de furto e estelionato, enquanto o terceiro se referia a uma sentença condenatória pelos crimes de roubo e estupro, praticados em 2011. Evaldo foi condenado a 14 anos de reclusão em regime fechado e encaminhado, à época, ao Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM).


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