Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC
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| Foto: reprodução |
Segundo as investigações, a influenciadora teria recebido mais de R$ 1 milhão em movimentações financeiras apontadas como parte de um esquema para ocultar recursos da organização criminosa.
A operação também mira Marco Herbas Machado, apontado como líder da facção, além do irmão dele, Alejandro Camacho, e dos sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
De acordo com a investigação, Paloma estaria na Espanha e Leonardo na Bolívia. Já Marcola e Alejandro seguem custodiados na Penitenciária Federal de Brasília.
Outro alvo preso foi Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo criminoso e responsável por orientar depósitos e distribuição de valores.
As autoridades também cumpriram mandados de busca em endereços ligados à influenciadora e investigaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a origem declarada dos recursos.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 357,5 milhões em bens e valores relacionados aos investigados, além da apreensão de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. Apenas em nome de Deolane, o bloqueio judicial alcança cerca de R$ 27 milhões.
Segundo a polícia, o esquema utilizava uma transportadora sediada em Presidente Venceslau como empresa de fachada para movimentar dinheiro ilícito.
As investigações tiveram início em 2019 após a apreensão de bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, que revelaram indícios da estrutura financeira da facção criminosa.
A operação atual, batizada de Vérnix, é considerada a terceira fase das investigações e busca aprofundar o rastreamento patrimonial e financeiro do esquema.
Esta é a segunda prisão de Deolane. Em 2024, ela já havia sido detida em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

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