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Enfermeira condenada por quebrar ossos de nove recém-nascidos recebe pena de três anos de prisão nos EUA

Erin Strotman admitiu responsabilidade pelos abusos — Foto: Divulgação
Uma enfermeira condenada por ferir nove recém-nascidos internados em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTI neonatal) foi sentenciada a três anos de prisão efetiva nos Estados Unidos. Erin Strotman, de 27 anos, recebeu a pena na sexta-feira (5) após firmar um acordo judicial relacionado aos abusos cometidos entre 2022 e 2024 no Hospital Henrico Doctors, no estado da Virgínia.

Inicialmente, Strotman se declarou inocente das acusações de abuso infantil. A investigação teve início após a identificação de uma série de fraturas consideradas inexplicáveis em bebês internados na unidade, que chegou a suspender suas atividades enquanto as autoridades apuravam os fatos. Segundo os promotores, a enfermeira foi acusada de causar lesões em nove recém-nascidos e chegou a responder a 20 acusações criminais, com uma pena potencial que poderia alcançar 45 anos de prisão.

Acordo judicial reduziu pena

Como parte do acordo firmado com a Promotoria, diversas acusações foram retiradas em troca da admissão de responsabilidade pelos crimes. O juiz Richard Wallerstein impôs uma pena de cinco anos de prisão, mas suspendeu quatro deles, resultando em um ano de condenação formal e três anos de prisão efetiva, limite negociado entre as partes. A defesa pediu que a pena fosse cumprida em prisão domiciliar, mas o pedido foi rejeitado.

Além da condenação, Strotman foi obrigada a entregar sua licença profissional e ficou proibida permanentemente de atuar na enfermagem ou em qualquer atividade ligada à área da saúde, incluindo serviços de atendimento domiciliar.

Durante a audiência, familiares das vítimas relataram os impactos dos abusos. Alguns levaram ao tribunal fraldas e roupas usadas pelos bebês durante a internação para destacar a fragilidade das crianças. Ashli Mason, mãe de uma das vítimas, afirmou ao juiz:

— Eu confiei nela, e ela não fez o que era certo para a minha família.

Apesar das críticas à duração da pena, parte das famílias declarou sentir que a responsabilização representou um encerramento do caso. Do lado de fora do tribunal, Dominique Hackey, pai de uma das crianças, afirmou:

— Naquele momento, eu só estava focado em encerrar esse capítulo e, com sorte, nunca mais ter que dizer o nome dela.

Malissa Nelson também avaliou que a decisão trouxe alguma reparação.

— Houve muitas falhas, e ela precisava ser responsabilizada por isso. Foi o que aconteceu ho

Imagens e falhas de supervisão

Antes de ser levada sob custódia, Strotman falou pela primeira vez diretamente às famílias e se emocionou ao pedir desculpas. Segundo a emissora WTVR, ela afirmou que nunca teve a intenção de machucar os bebês e disse ter compreendido sua responsabilidade ao longo do processo judicial.

Documentos apresentados ao tribunal indicaram que câmeras de vigilância instaladas posteriormente na unidade registraram comportamentos considerados abusivos. Entre eles, a enfermeira teria pressionado todo o peso do corpo sobre um bebê que chorava. Registros do Conselho de Enfermagem da Virgínia também apontaram que ela utilizava força excessiva ao manusear os recém-nascidos, chegando a deixá-los cair e, em alguns casos, levantá-los pela cabeça.

A defesa sustentou que alguns dos movimentos observados faziam parte de técnicas utilizadas para aliviar gases, mas a acusação argumentou que os procedimentos eram inadequados para pacientes internados em uma UTI neonatal. Os promotores também afirmaram que o hospital possuía pouca documentação sobre quais profissionais estavam responsáveis pelos bebês e que não havia câmeras nos quartos da unidade durante parte do período investigado. Após a descoberta dos casos, a instituição implementou sistemas de monitoramento e ampliou o treinamento de funcionários para identificação e denúncia de abuso infantil.

*Época

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