‘Não acredito que tenha sido um acidente’, diz pai de youtuber morto queda de helicóptero no RJ - Mix de Notícias

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‘Não acredito que tenha sido um acidente’, diz pai de youtuber morto queda de helicóptero no RJ

Foto: reprodução
O pai do youtuber Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, de 23 anos, não acredita que a queda de um dos helicópteros que matou seu filho e mais cinco pessoas no último domingo, 14, no Rio de Janeiro, tenha sido um acidente. 

“Não se sabe se foi um acidente ou um ataque. Eu não conhecia o cantor americano que estava com ele, Oliver Tree, mas estou recebendo muitas informações e acredito que não foi um acidente. Para mim, foi um ataque”, declarou Ricardo Prim ao  jornal argentino Clarín. 

O homem soube que Gaspi havia sido vítima do acidente horas depois, por volta de meio-dia. Desde então, tem tentado lidar com a dor do luto. “Vai ser muito difícil para mim viver sem o Gaspi, sabendo que ele se foi”, desabafou. 

Mesmo em meio à tristeza, ele decidiu abrir a livraria que tem na cidade de Puerto Madryn, dias depois de perder o filho. "Eu não ia vir à livraria hoje. As pessoas vêm, choram e me deixam flores. A cada abraço que me dão, sinto como se o Gaspi estivesse me abraçando", disse. 

Investigação

De acordo com a Band News FM, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu uma investigação para saber se os helicópteros envolvidos na colisão realizavam transporte clandestino de passageiros. 

Segundo o diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein, os dois pilotos e as duas aeronaves estavam em situação regular no momento do acidente. No entanto, a principal dúvida da investigação, neste momento, é verificar se ao menos uma das aeronaves operava irregularmente.

“Nós precisamos verificar se essas aeronaves, ou pelo menos uma delas, a que estava com passageiros, estavam realizando o que a gente chama de transporte aéreo clandestino. Nós temos várias denúncias e algumas investigações em curso”, declarou no domingo, 14, Faierstein. 

Como foi o acidente

A queda aconteceu na Avenida das Américas, pouco antes das 9h. Em um vídeo obtido pelo Terra, registrado por câmera de monitoramento de um condomínio na região, é possível ver os segundos finais da queda de um dos veículos aéreos, após uma colisão entre os dois no ar. 

Uma das aeronaves explodiu ao atingir o solo e as chamas se alastraram pelo pátio de uma concessionária da marca de veículos elétricos BYD, que antes era uma igreja abandonada. Ao menos 15 veículos queimaram com a explosão, segundo o Corpo de Bombeiros. 

As imagens feitas pelos moradores mostram o fogo e a fumaça preta intensa que se espalhou pelo local. Em um dos vídeos, a pessoa relata ainda que há pedaços de vidro e carcaças dos helicópteros. Em outro, é possível ouvir parte das explosões. Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado.

O Tenente-Coronel Fábio Contreiras, do Corpo de Bombeiros, afirmou que os dois helicópteros caíram a cerca de 100 metros de distância um do outro. "Uma das aeronaves, ao cair, incendiou e provocou um incêndio em torno de 15 veículos elétricos que tinham potencial de incêndio muito alto". Nela, foram encontrados cinco mortos. Na que caiu mais distante, o piloto foi encontrado sem vida. 

"A aeronave não havia se incendiado ainda, havia apenas colidido e, infelizmente, a vítima já estava sem sinais de vida", declarou. 

Em nota, a BYD lamentou o acidente que  atingiu um pátio de veículos de uma concessionária da marca e se solidarizou com os familiares e amigos das vítimas. "A empresa acompanha a situação com atenção, presta apoio no local por meio da concessionária e permanece à disposição das autoridades competentes para contribuir com o que for necessário", disse no comunicado.

Em nota ao Terra, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), confirmou que investigadores foram acionados para atender a ocorrência com as aeronaves de matrículas PP-MAC e PR-DJJ.

"Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", diz o órgão.

Ao menos 45 militares, 15 viaturas e equipes especializadas do Grupo de Operações Especiais (GOEsp) e da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados da corporação atuaram no caso. 

Fonte: Portal Terra


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