MP-AM determina novas diligências para apurar denúncia de agressão e injúria racial contra jornalista em Parintins
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| Foto: reprodução |
A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Ricardo Mitoso Nogueira Borges, que considerou insuficientes os elementos reunidos até o momento para esclarecer a dinâmica da ocorrência registrada na madrugada de 29 de junho, no Bumbódromo.
Entre as determinações, o MP-AM solicitou que a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e a Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom) encaminhem a relação dos profissionais de imprensa credenciados para atuar no festival. Também requisitou à Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) a lista de pessoas autorizadas a utilizar o espaço reservado às Pessoas com Deficiência (PCDs) no dia do episódio.
O Ministério Público ainda determinou que a Polícia Civil identifique e ouça testemunhas que estavam na área entre o fosso da imprensa e o espaço destinado às PCDs, com o objetivo de esclarecer a atuação dos envolvidos e verificar se houve irregularidades durante a confusão.
Durante a investigação, a defesa de Marcelo Rocha apresentou documentos alegando que a mulher apontada como autora das agressões não possui cadastro oficial como pessoa com deficiência no Amazonas. Segundo a defesa, ela teria acessado o espaço reservado utilizando uma credencial vinculada ao filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A informação será apurada pela Polícia Civil.
O caso ocorreu durante a apresentação do Boi Garantido. Marcelo afirma que foi agredido após ser acusado de obstruir a visão do público enquanto fazia a cobertura jornalística. Segundo o relato, ao tentar identificar a mulher com o celular, voltou a ser agredido, sofreu ofensas racistas e acabou sendo imobilizado por seguranças antes de ser levado à delegacia instalada no Bumbódromo.
A mulher também registrou ocorrência contra o jornalista. O caso foi formalizado por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e será analisado pelo Juizado Especial Criminal de Parintins, responsável por avaliar as provas e ouvir as testemunhas.
Após a repercussão, os bois Caprichoso e Garantido, além do Governo do Amazonas, manifestaram apoio à apuração dos fatos. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (Sinjor-AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também cobraram uma investigação rigorosa e garantias ao livre exercício da profissão.

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