Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay pedem que EUA isentem produtos brasileiros de novas tarifas
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| Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Ken Cedeno |
Os pedidos foram protocolados no dia 1º de julho, às vésperas das audiências públicas sobre a investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301, que avalia a adoção de novas barreiras comerciais contra produtos brasileiros.
A Tesla pediu a isenção de insumos industriais utilizados na fabricação de veículos elétricos, baterias e robôs. Segundo a empresa, determinados materiais fornecidos pelo Brasil ainda não podem ser substituídos pela produção americana sem comprometer custos e capacidade de produção.
Já a Nestlé solicitou que o café solúvel e o colágeno bovino brasileiros sejam incluídos na lista de produtos isentos. A companhia argumenta que os Estados Unidos não produzem café em escala comercial suficiente e que o Brasil é um dos principais fornecedores mundiais de colágeno utilizado pela indústria de alimentos e saúde.
A Coca-Cola defendeu a manutenção da isenção para o suco de laranja brasileiro e pediu que o limão e seus derivados também sejam excluídos das tarifas. A empresa destacou a queda histórica da produção de laranja na Flórida, afetada por doenças e condições climáticas, tornando o Brasil um fornecedor essencial para o mercado americano.
O eBay, por sua vez, pediu uma isenção para produtos usados e seminovos. A plataforma afirmou que a cobrança de tarifas sobre esses itens aumentaria os custos para pequenos comerciantes e consumidores, além de criar dificuldades para comprovar a origem de mercadorias de segunda mão.
As manifestações das empresas ocorrem em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Caso as tarifas sejam implementadas, especialistas avaliam que elas poderão afetar diversos setores produtivos e elevar os custos tanto para empresas quanto para consumidores norte-americanos.

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