Brasil e EUA marcam reunião sobre tarifaço para a próxima semana
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| Arte/Metrópoles |
O contato representa o primeiro desdobramento concreto da conversa entre os presidentes e abre caminho para a retomada das negociações técnicas sobre as tarifas impostas por Washington ao Brasil.
Lula chama justificativas de “infundadas”
Durante a conversa com Trump, que durou mais de uma hora, nesta sexta, o petista voltou a contestar as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a imposição das tarifas.
Segundo o Palácio do Planalto, o presidente classificou como “infundadas” as alegações relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, funcionamento do Pix, mercado de etanol e importações de produtos associados a trabalho forçado.
Lula também afirmou que as tarifas prejudicam as economias dos dois países e defendeu que a negociação seja retomada.
O brasileiro ressaltou ainda a importância de manter os Estados Unidos entre os principais parceiros comerciais do Brasil.
Trump, segundo o Planalto, concordou com a retomada das negociações e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltassem a se reunir.
Tarifas podem chegar a 37,5%
Os Estados Unidos impuseram neste ano duas cobranças adicionais sobre produtos brasileiros. Uma delas, de 25%, foi estabelecida após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
A outra, de 12,5%, integra uma medida mais ampla aplicada a dezenas de países. Dependendo do produto, as duas alíquotas podem elevar a tarifa total incidente sobre mercadorias brasileiras para até 37,5%.
A cobrança adicional de 25% começou a atingir uma série de produtos brasileiros em julho, incluindo setores como máquinas, móveis, etanol, açúcar e calçados. Alguns itens importantes da pauta de exportações, como café, carne bovina e aeronaves, ficaram fora da medida.
Durante a investigação, o governo norte-americano alegou que o Brasil mantinha práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos.
O USTR apontou, entre outros temas, questões relacionadas ao comércio digital, ao Pix, ao acesso ao mercado de etanol, à propriedade intelectual e ao desmatamento. A investigação sob a Seção 301 permitiu ao governo de Trump adotar medidas comerciais de resposta.
*Metrópoles

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