Sabá Reis rebate Rotta e afirma que “a faca está na mão” do ex-vice-prefeito
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| Foto: reprodução |
Em entrevista à jornalista Cileide Moussallem, do portal CM7, Sabá Reis afirmou que não entendeu a decisão de Rotta e destacou que, segundo ele, o ex-vice-prefeito ainda teria espaço dentro do grupo para disputar outros cargos.
“Eu te confesso que eu não sei o que levou a fazer o que fez. Aqui conosco ele poderia ser, se ele quisesse, candidato a estadual, a federal, vice-governador e a senador. E, se bobear, ele poderia ser vice-presidente do Augusto Cury”, declarou Sabá.
Na sequência, o secretário comentou a manifestação de Rotta nas redes sociais, na qual o ex-vice-prefeito afirmou ter sido traído por pessoas que sempre apoiou e às quais foi leal.
“Eu particularmente fiquei chocado quando eu vi aquela manifestação do Marcos. Porque o Rotta, aquilo foi o Marcos, não foi o Rotta. Porque ele sempre foi admirador do meu trabalho e ele falava que eu era uma pessoa que demarcava território. Infelizmente, agora, nós somos adversários políticos”, afirmou.
Sabá também rebateu diretamente a expressão usada por Rotta ao dizer que teria sido “apunhalado pelas costas”. Para o secretário, a responsabilidade pelas decisões tomadas na disputa política também precisa ser considerada.
“Quando ele fala que ele foi apunhalado, meu amigo, a faca está na tua mão. Não existe isso. Você não quis ser mais nada e o David não poderia ficar esperando”, disparou.
A declaração ocorre após Marcos Rotta publicar um vídeo afirmando que havia percebido que algo estava errado com sua pré-candidatura ao Senado e que a situação teria confirmado suas suspeitas. No vídeo, ele disse ainda que foi “apunhalado pelas costas” por quem sempre apoiou e foi leal.
Rotta era cotado para disputar uma vaga ao Senado, mas acabou ficando fora da composição política que apoia a candidatura de David Almeida ao Governo do Amazonas. O grupo declarou apoio à reeleição do senador Eduardo Braga (MDB).
Sabá Reis também avaliou a repercussão política do posicionamento de Rotta e afirmou que, na visão de parte das pessoas, o ex-vice-prefeito teria que escolher entre retornar ao grupo político de Omar Aziz ou se aproximar do vice-governador Tadeu de Souza.
“Eu tenho uma ligeira impressão de que ele vai retornar de onde ele veio. Ele veio para Manaus pelas mãos do Omar. O Omar é padrinho de um filho dele. Para mim, o caminho que pode levá-lo, pelo sentimento, pode ser o Omar. E se ele resolver caminhar por um caminho seguindo a rota do Tadeu para se agarrar com a cidade, o que as pessoas acham aqui fora é que ele se vendeu”, afirmou o secretário.
O secretário ainda fez um alerta sobre os próximos passos políticos de Rotta e afirmou que uma eventual mudança de grupo poderá comprometer a trajetória construída pelo ex-vice-prefeito.
“Dependendo do que ele vai fazer, ele poderá estar sepultando uma carreira bonita, vitoriosa e respeitada pelas pessoas se ele resolver fazer essa travessia”, declarou.
Apesar de não ser candidato em 2026, Rotta afirmou que pretende percorrer Manaus e municípios do interior do Amazonas para apoiar um candidato ao Governo do Estado, cujo nome deverá ser anunciado posteriormente.

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