Condenado pela morte da ex-Miss Manicoré vai para o semiaberto e usará tornozeleira em Manaus
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| Foto: reprodução/ internet |
Rafael Fernandez Rodrigues, condenado pela morte da ex-Miss Manicoré Kimberly Mota, deixou o regime fechado e passou a cumprir a pena no semiaberto em Manaus. A mudança foi autorizada pela Vara de Execução Penal e confirmada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Rafael cumpre pena de 13 anos e quatro meses de prisão e deverá ser submetido a monitoramento por tornozeleira eletrônica, além de cumprir uma série de restrições determinadas pela Justiça.
A decisão provocou reação da família de Kimberly. A irmã da vítima, Isabela Karen, publicou um vídeo nas redes sociais após receber a notícia e demonstrou indignação com a progressão.
“Acabei de descobrir que o assassino dela tá em semiaberto, já vai começar a usar tornozeleira”, afirmou Isabela.
Remição ajudou a antecipar progressão
Segundo informações do TJAM, Rafael atingiu o requisito temporal necessário para a progressão de regime. No cálculo da pena, foram considerados 53 dias de remição, benefício previsto na Lei de Execução Penal para atividades reconhecidas, como estudo.
Com os dias descontados, ele atingiu em 28 de março de 2026 o período necessário para a mudança de regime. A Justiça também considerou o comportamento carcerário, conforme certidão disciplinar apresentada no processo.
A progressão não extingue a pena. Rafael continua condenado e deverá cumprir as condições impostas pela Justiça durante o regime semiaberto.
Tornozeleira e restrições
Com a mudança de regime, Rafael deverá utilizar tornozeleira eletrônica e seguir regras específicas.
Nos dias úteis, o recolhimento domiciliar deverá ocorrer das 22h às 6h. Já em fins de semana, feriados e dias de folga, ele deverá permanecer em casa durante todo o período, salvo situações autorizadas, como trabalho, estudo ou atendimento de saúde.
Também estão entre as determinações a proibição de portar armas, consumir bebidas alcoólicas e utilizar drogas. Rafael não poderá mudar de endereço nem deixar a comarca de Manaus sem autorização judicial.
Família reage à decisão
A irmã de Kimberly afirmou que a notícia provocou forte impacto emocional na família. Segundo Isabela, a informação foi repassada pelo advogado que acompanha o caso.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ela questionou o fato de Rafael voltar gradualmente a ter atividades fora do sistema prisional enquanto a família continua convivendo com a perda.
“Depois de um tempo vai tá vivendo normal, e quem ficou aqui, né, ficou, e quem se foi nunca mais vai poder voltar”, declarou.
Isabela também afirmou que a dor provocada pela morte da irmã permanece presente na família.
“Só eu sei como isso nunca acaba, nunca acaba, essa dor nunca acaba, esse sentimento nunca passa”, disse.
Relembre o caso
Kimberly Mota foi morta em maio de 2020, em um apartamento localizado no Centro de Manaus, onde Rafael morava. Após o crime, ele deixou o Amazonas e foi localizado e preso em Roraima dois dias depois.
O caso teve grande repercussão no estado. Rafael foi posteriormente condenado pela morte da jovem e passou a cumprir a pena estabelecida pela Justiça.
Com a decisão de progressão, ele deixa o regime fechado, mas continua cumprindo a condenação no semiaberto, sob monitoramento eletrônico e sujeito às demais condições determinadas judicialmente.

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