Rússia e Ucrânia trocam ataques em meio a tentativa de acordo de paz
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| Bombeiros trabalham no local de uma oficina mecânica destruída, atingida por um ataque russo com mísseis e drones. — Foto: Alina Smutko / Reuters |
Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações militares e logísticas em Kiev, na região ao redor da capital e também no porto de Chornomorsk, no Mar Negro.
Polônia ativa operações e Reino Unido anuncia ajuda
Em meio aos ataques, a Polônia, integrante da Otan e da União Europeia, realizou operações aéreas preventivas e mobilizou aeronaves em resposta à ofensiva russa, informou o Exército polonês. O aeroporto de Lublin, no leste do país, chegou a suspender temporariamente suas operações.
O episódio ocorre em meio ao aumento das preocupações europeias com a chamada “guerra de drones” entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos dois anos, drones envolvidos no conflito já cruzaram ou caíram em pelo menos 20 países europeus, segundo levantamento do g1, alimentando temores sobre uma escalada das tensões entre Moscou e a Otan.
Também nesta terça-feira, o Reino Unido anunciou um pacote de 100 milhões de libras (cerca de R$ 692 milhões) para fortalecer a defesa aérea ucraniana, incluindo o fornecimento de mísseis Patriot.
Negociações seguem incertas
Os ataques ocorreram dias após reuniões em Moscou e Kiev de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tentam impulsionar as negociações para encerrar a guerra iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022.
Na segunda-feira (7), o entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, mas disse que ainda é cedo para definir quando e onde um novo encontro poderá ocorrer.
Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como “construtivas” as conversas recentes e afirmou que novos contatos diplomáticos já estão sendo preparados. Segundo ele, as discussões abordaram necessidades de defesa aérea, cooperação tecnológica e apoio internacional para o próximo inverno no país.
*Com informações da Reuters.

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