Amazonas registrou crescimento da votação de Lula na disputa presidencial
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| Foto: Leco Viana/ Reprodução- Estadão Conteudo |
A votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas regiões Norte e Nordeste teve papel importante no resultado da eleição presidencial de 2026. Reeleito para um quarto mandato, o petista ampliou sua participação nos votos de estados onde já contava com apoio expressivo e também reduziu a diferença para Flávio Bolsonaro (PL) em parte do país. A mudança no resultado em Minas Gerais também contribuiu para o desfecho da disputa.
No Norte, o Amazonas se destacou entre os estados em que Lula ampliou sua votação no segundo turno. O presidente eleito passou de 48,23% dos votos no primeiro turno para 54,02% na etapa decisiva, consolidando a vantagem no estado.
O resultado ganha relevância porque o Amazonas figura entre os principais colégios eleitorais da região. A ampliação da votação de Lula também ocorreu em um cenário de disputa nacional marcada por diferenças expressivas entre os estados.
Norte e Nordeste concentram maiores percentuais de Lula
No Nordeste, Lula manteve ampla vantagem sobre Flávio Bolsonaro. O petista ultrapassou 70% dos votos no Piauí, onde alcançou 75,88%, e na Bahia, com 71,31%.
O crescimento também apareceu em outros estados nordestinos. No Maranhão, o percentual de Lula passou de 63,99% no primeiro turno para 69,54% no segundo. Na Paraíba, subiu de 61,31% para 67,46%.
Alagoas registrou a menor votação percentual do petista na região, com 60,77%, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 39,23%. Mesmo nesse estado, Lula terminou a disputa com mais de 60% dos votos válidos.
Avanço também ocorreu em estados do Sul e Centro-Oeste
Além da votação nas regiões Norte e Nordeste, Lula aumentou seu percentual em estados onde Flávio Bolsonaro havia obtido vantagem. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o petista chegou a 46,15% dos votos no segundo turno. A diferença entre os candidatos diminuiu em relação à primeira etapa da eleição.
No Rio Grande do Sul, Lula avançou de 35,73% para 42,16%. Em Santa Catarina, passou de 25,04% para 30,58%. Já em Goiás, o percentual subiu de 31,06% para 40,34%.
Minas Gerais também teve peso no resultado
Outro destaque foi Minas Gerais, considerado um estado estratégico nas eleições presidenciais brasileiras. No primeiro turno, Lula havia recebido 43,33% dos votos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro.
Na segunda etapa, o petista chegou a 50,41%, enquanto o adversário terminou com 49,59%, revertendo a diferença registrada anteriormente.
A combinação entre a ampliação dos percentuais em estados do Norte e Nordeste, a redução das distâncias em parte do eleitorado do Sul e Centro-Oeste e a mudança do resultado em Minas Gerais marcou a disputa que garantiu a Lula um novo mandato na Presidência da República.

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