Equipes flagram pessoas ateando fogo na floresta no AM, diz ministro; caso será investigado
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| Foto: reprodução/ ibama |
O ministro anunciou o reforço das investigações para apurar possíveis incêndios criminosos no estado. A atuação será feita em parceria com órgãos de segurança pública estaduais e federais, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos.
Durante a coletiva, Capobianco relatou que brigadistas e outros profissionais que atuam no combate às chamas têm denunciado situações suspeitas, incluindo o uso de combustível para iniciar incêndios e ameaças de que o fogo seria provocado novamente após a saída das equipes.
“Temos relatos, inclusive, de veículos, caminhonetes jogando combustível, garrafas com combustível, na floresta ou em estradas”, afirmou o ministro.
De acordo com ele, ampliar a estrutura de combate aos incêndios é necessário, mas também é preciso investigar a origem das chamas para evitar que novos focos sejam provocados intencionalmente.
Equipe do Ibama registrou suspeitos durante operação
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, também relatou uma ocorrência registrada durante uma operação aérea de combate ao fogo.
Segundo Schmitt, o piloto e o auxiliar de uma aeronave que realizava lançamentos de água avistaram pessoas com objetos nas mãos enquanto um foco de incêndio era iniciado. A equipe teria realizado um voo mais baixo para registrar a situação e também marcou as coordenadas geográficas do local.
O material obtido deverá auxiliar as investigações, que buscam identificar os envolvidos e esclarecer o que aconteceu.
A localização da ocorrência e os registros feitos pela equipe poderão contribuir para o trabalho dos órgãos responsáveis pela apuração.
Fogo pode começar em áreas desmatadas e avançar sobre a floresta
Schmitt explicou que parte dos incêndios começa em terrenos onde a vegetação já foi derrubada. Nessas áreas, o fogo pode ser utilizado para eliminar os restos vegetais, mas as chamas acabam se espalhando para regiões próximas, incluindo áreas degradadas e trechos de floresta.
Segundo o presidente do Ibama, a prática também pode estar relacionada à degradação progressiva da vegetação, quando queimadas sucessivas contribuem para ampliar os danos ambientais.
O órgão investiga as ocorrências para identificar os responsáveis e verificar as circunstâncias em que os incêndios foram iniciados.
Schmitt ressaltou ainda que a queima de vegetação depende de autorização prévia dos órgãos competentes. Sem a autorização exigida, a prática pode configurar infração ambiental, sujeita às medidas previstas na legislação.
As investigações devem esclarecer os casos relatados pelas equipes de campo e verificar se houve ação criminosa na origem dos incêndios registrados no Amazonas.

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