Equipes flagram pessoas ateando fogo na floresta no AM, diz ministro; caso será investigado - Mix de Notícias

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Equipes flagram pessoas ateando fogo na floresta no AM, diz ministro; caso será investigado

Foto: reprodução/ ibama
Equipes que atuam no combate aos incêndios florestais no Amazonas teriam flagrado pessoas iniciando focos de fogo na vegetação. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, durante coletiva de imprensa em Manaus. Segundo o governo federal, os registros devem ajudar a identificar os suspeitos e esclarecer as circunstâncias das ocorrências.


O ministro anunciou o reforço das investigações para apurar possíveis incêndios criminosos no estado. A atuação será feita em parceria com órgãos de segurança pública estaduais e federais, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos.


Durante a coletiva, Capobianco relatou que brigadistas e outros profissionais que atuam no combate às chamas têm denunciado situações suspeitas, incluindo o uso de combustível para iniciar incêndios e ameaças de que o fogo seria provocado novamente após a saída das equipes.


“Temos relatos, inclusive, de veículos, caminhonetes jogando combustível, garrafas com combustível, na floresta ou em estradas”, afirmou o ministro.


De acordo com ele, ampliar a estrutura de combate aos incêndios é necessário, mas também é preciso investigar a origem das chamas para evitar que novos focos sejam provocados intencionalmente.


Equipe do Ibama registrou suspeitos durante operação


O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, também relatou uma ocorrência registrada durante uma operação aérea de combate ao fogo.


Segundo Schmitt, o piloto e o auxiliar de uma aeronave que realizava lançamentos de água avistaram pessoas com objetos nas mãos enquanto um foco de incêndio era iniciado. A equipe teria realizado um voo mais baixo para registrar a situação e também marcou as coordenadas geográficas do local.


O material obtido deverá auxiliar as investigações, que buscam identificar os envolvidos e esclarecer o que aconteceu.


A localização da ocorrência e os registros feitos pela equipe poderão contribuir para o trabalho dos órgãos responsáveis pela apuração.


Fogo pode começar em áreas desmatadas e avançar sobre a floresta


Schmitt explicou que parte dos incêndios começa em terrenos onde a vegetação já foi derrubada. Nessas áreas, o fogo pode ser utilizado para eliminar os restos vegetais, mas as chamas acabam se espalhando para regiões próximas, incluindo áreas degradadas e trechos de floresta.


Segundo o presidente do Ibama, a prática também pode estar relacionada à degradação progressiva da vegetação, quando queimadas sucessivas contribuem para ampliar os danos ambientais.


O órgão investiga as ocorrências para identificar os responsáveis e verificar as circunstâncias em que os incêndios foram iniciados.


Schmitt ressaltou ainda que a queima de vegetação depende de autorização prévia dos órgãos competentes. Sem a autorização exigida, a prática pode configurar infração ambiental, sujeita às medidas previstas na legislação.


As investigações devem esclarecer os casos relatados pelas equipes de campo e verificar se houve ação criminosa na origem dos incêndios registrados no Amazonas.

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