Marcas, festas pós-títulos e o início da 10: por que o Monumental recebe a despedida de Messi pela Argentina
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| Messi treina com De Paul para o amistoso da seleção argentina contra Benin — Foto: Juan Mabromata/AFP |
- Camp Nou (Barcelona): 382 partidas
- Chase Stadium (Fort Lauderdale): 47
- Parc des Princes (Paris): 45
- Monumental de Núñez (Buenos Aires): 28
- Santiago Bernabéu (Madrid): 23
- 28 jogos
- 22 vitórias
- 6 empates
- 19 gols
- 11 assistências
Simbolismo maior que este, impossível. Um ídolo passando a 10 com a qual se consagrou para aquele que, no futuro, viria a ser seu sucessor. Mas, antes disso acontecer, o Monumental ainda reservaria momentos de provação para Messi.
Isso porque nem só de alegrias foi feita a relação do craque com o estádio. Questionado e cobrado pelo torcedor argentino até a conquista da primeira taça com a seleção, o camisa 10 também ouviu vaias onde, hoje, certamente só receberá carinho. Foi no empate com a Bolívia, em 2011, diante de uma arquibancada semi vazia — reflexo da campanha ruim na Copa América sediada pelo próprio país meses antes.
Se não foi palco de nenhuma conquista da era Messi, o Monumental recebeu comemorações com a torcida. No primeiro jogo no país após o título da Copa América de 2021, o camisa 10 marcou três vezes sobre a Bolívia, fazendo seu primeiro hat-trick no estádio. O segundo, três anos depois, foi sobre o mesmo adversário e também no reencontro com o torcedor após o bi da competição continental.
Em 2023, a celebração em casa pela conquista da Copa do Catar também teve gol de Messi. Ao marcar sobre o Panamá, fez o 800º de sua carreira (a conta hoje chega a 931).
O amistoso desta noite também promete muita celebração. Só que, agora, pela própria história de Messi na seleção. Os mais de 80 mil ingressos postos à venda foram vendidos em menos de duas horas. Para quem ficou de fora, foi organizada uma fan fest, com entradas a partir de R$ 102, e que terá show e transmissão ao vivo do jogo.
O atacante, que não participou dos outros dois amistosos da Argentina nesta data Fifa (goleadas sobre Bolívia e Burkina Faso), viajou para Buenos Aires especialmente para esta partida. Ele atuará ao lado de grande parte do elenco campeão mundial em 2022. Segundo a imprensa local, estão confirmados nomes como Dibu Martínez, Otamendi, De Paul, Enzo Fernández, Mac Allister e Lautaro Martínez.
Messi usará uma camisa especial. Inspirada na bandeira argentina, com o Sol de Maio na faixa central e detalhes em dourado, ela tem o logotipo de Messi estampado no lugar da marca da fornecedora de material esportivo, além de mensagens comemorativas.
Em meio a esta festa, estão os jogadores de Benin. Visto fazendo compras na capital argentina antes do jogo, o zagueiro Mohamed Tijani não está nem um pouco preocupado em enfrentar o homenageado da noite.
— Não tem que marcá-lo. Não temos um plano especial para Messi. É desfrutar do jogo, e nada mais.
Já o goleiro Marcel Dandjinou parece estar mais focado no jogo. Ele não quer ficar marcado como quem sofreu o último gol de Messi pela Argentina.
— Estamos aqui para celebrar Messi, mas ninguém nos disse que temos que lhe presentear com um gol.
*Extra

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