Protesto na França deixa 1.200 presos e 150 policiais feridos
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| Firas Abdullah/Anadolu via Getty Images |
A polícia recorreu ao uso de gás lacrimogéneo durante confrontos com manifestantes, numa altura em que os protestos se intensificavam por toda a França, impulsionados pela indignação com a alta dos preços e o enfraquecimento do estado de bem-estar social.
Entre pontos que foram atingidos, o prédio da prefeitura da cidade de Limoges foi incendiada.
Em Gironde, a residência oficial do prefeito foi saqueada pelos manifestantes. A prefeita da cidade, Sophie Brocas, condenou “nos termos mais fortes possíveis” os danos causados ao local e também os saques registrados em lojas no centro de Gironde.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, declarou que a manifestação oficial foi sequestrada por “delinquentes oportunistas que viram uma oportunidade para saquear e pilhar” e afirmou que eles vão ser identificados e tratados “com firmeza”. De acordo com ele, não há a intenção do Governo de decretar estado de emergência, mas reiterou: “Condeno veementemente a violência a que assistimos.”
Os protestos tiveram início ainda em setembro, quando centenas de pessoas foram às ruas protestar contra condições precárias no sistema educacional francês. Os atos foram motivados pela falta de professores e estruturas escolares precárias nos subúrbios do país.
A tensão aumentou após uma ação policial registrada no dia 5 de outubro, na cidade de Lens, quando um estudante de 15 anos perdeu a mão após a explosão de uma granada de efeito moral. Após o ocorrido, o ministro do Interior do país, Laurent Nuñez, suspendeu o uso do artefato nos atos estudantis.
Logo os atos se espalharam para diversas regiões, se transformando em um movimento mais amplo, com foco na desigualdade e gastos públicos. As manifestações não se restringiram à França, outros países na Europa e até mesmo na América do Sul, também registraram protestos nos últimos dias e neste sábado com motivação semelhante a dos franceses.
*Metrópoles

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