Serafim Corrêa critica Operação Sangria, e diz que PF e MPF devem explicações por investigarem donos do Hospital Nilton Lins - Mix de Notícias

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Serafim Corrêa critica Operação Sangria, e diz que PF e MPF devem explicações por investigarem donos do Hospital Nilton Lins

Foto: Reprodução
Durante a Sessão Ordinária desta terça-feira (8) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) podem ter cometido injustiças durante a 4ª fase da Operação Sangria, contra a família dona do Hospital de Campanha Nilton Lins, em Manaus e o ex-secretário da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo.

A 4ª fase da Operação foi deflagrada no último dia 2 de junho, que teve como objetivo investigar supostas irregularidades no aluguel do Complexo Hospitalar Nilton Lins. Vale lembrar, que a Polícia Federal foi recebida a tiros durante um mandado prisão em Manaus, na casa do dono do hospital, o empresário Nilton Costa Lins Júnior.

Ao falar sobre as supostas injustiças, o deputado pontuou dois tópicos:

“A primeira é com o empresário Nilton Lins Júnior, proprietário de um hospital que, primeiramente foi contratado no ano de 2020, houve um litígio judicial e ao final não sei como se resolveu. Mas em 2021, que é o alvo da quarta fase da operação Sangria, o Governo do Estado fez aquilo que todos nós entendíamos que ele deveria ter feito em 2020, que era exatamente ter requisitado o hospital. Então, em 2021, o governo requisitou o hospital, não houve nenhum pagamento e aí de repente misturaram os fatos de 2020 com os de 2021 e terminou que ele foi envolvido na operação”, argumentou Serafim.

Ao avaliar o segundo tópico, o líder do PSB na Aleam disse que não viu nada que o ex-secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, que pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira (7), tenha feito de errado.

“Eu tenho na figura dele uma pessoa correta, não vejo que ele tenha feito nada de errado, porque ele está do outro lado, foi ele que requisitou, mas ele não contratou e nem pagou ninguém. E aí de repente se faz uma enorme confusão e esse rapaz teve a dignidade de pedir demissão do cargo, para que apurem”, explicou o parlamentar.

Não satisfeito, o deputado disse que acredita que a PF e o MPF devem responder por seus atos e se solidarizou com a família de milionários do Hospital Nilton Lins.

“Espero que ao final, quando ficar tudo esclarecido, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, respondam pelos seus atos, porque é muito bom você jogar toda a força do aparelho do estado em cima de uma pessoa e depois não pedir nem desculpa. Eles devem explicações à opinião pública. Eu não poderia ficar em paz se não manifestasse daqui a minha solidariedade à família do Nilton Lins, bem como do Marcellus Campêlo, pessoa que se dedicou a buscar caminhos e a encontrar soluções”, finalizou Serafim Côrrea .

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