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EUA aprovam 3ª dose de vacina em imunodeprimidos e transplantados

Foto: Johan Nilsson/TT News Agency via Reuters
A FDA (agência sanitária dos Estados Unidos) autorizou, na noite de quinta-feira (12), a aplicação emergencial da terceira dose das vacinas contra a covid-19 da Pfizer e da Moderna em pessoas transplantadas e imunodeprimidas, aquelas com sistema imunológico debilitado. A ação visa conter a propagação da variante Delta, por lá.

"O país entrou em outra onda da pandemia da covid-19, e a FDA está especialmente consciente de que as pessoas imunodeprimidas correm um risco especial de sofrer uma doença grave", declarou a comissária em exercício da agência, Janet Woodcock, em um comunicado.

No começo de agosto, os Estados Unidos rejeitaram um pedido da OMS (Organização Mundial da Saúde) pela interrupção da vacinação de reforço, para ajudar a compensar a desigualdade na distribuição de doses entre os países ricos e os países pobres.

Mais de 619 mil pessoas morreram nos EUA de covid-19, e o número de casos aumentou de forma considerável nos últimos meses, devido à propagação da variante Delta.

O programa de vacinação por lá se desacelerou, sobretudo, nas regiões mais conservadoras do Sul e do Centro-Oeste, assim como entre os mais jovens, a população de baixa renda e as minorias raciais.

"No momento, para além dos imunodeprimidos, não vamos dar reforço nas pessoas", disse o principal conselheiro para covid-19 nos Estados Unidos, dr. Anthony Fauci, em entrevista à emissora de televisão NBC na quinta-feira.

"Mas vamos fazer um monitoramento muito cuidadoso e, se for necessário, estaremos preparados para aplicar. Inevitavelmente, haverá um momento em que teremos que dar reforços", completou.

As vacinas contra covid-19 são gratuitas e estão disponíveis nos Estados Unidos, mas apenas metade da população tem o esquema de vacinação completo.

Em julho, o presidente Joe Biden anunciou que todos os funcionários públicos federais têm de estar vacinados, ou apresentar exames que mostrem que não foram infectados com o coronavírus.

Neste momento, o país registra um aumento nas internações por casos ligados à covid-19. Também houve um avanço no número de casos, a uma média diária de mais de 100.000, devido à disseminação da variante Delta. Este nível não era visto desde a onda do último inverno (verão no Brasil).

Fonte: R7.com

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