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Idosa tem R$ 10 milhões de prejuízo após ser dopada por funcionários

 

Os agentes cumprem cinco mandados de prisão e 11 de busca e apreensão (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Vão responder por roubo qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro, os quatro membros de uma quadrilha, que foram presos pela Policia Civil, acusados de causar um prejuízo de mais de R$ 10 milhões a uma idosa de 85 anos, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Um dos envolvidos está foragido.

De acordo com as investigações, em 2018, o grupo passou a trabalhar no sítio da vítima exercendo funções domésticas. Um ano depois, eles começaram a dopar a idosa com o medicamento Clonazepam, usado no golpe "boa noite Cinderela", e passaram a roubar seu patrimônio. Os bandidos faziam transferências bancárias, saques, emissões de cheques e adquiriam bens, como carros de luxo, como explica o delegado Marcio Mendonça.

As transferências eram realizadas através da utilização de contas de terceiros que sacavam as quantias e repassavam aos criminosos, ficando com 5% dos valores.

Entre os investigados, mas que não foi alvo de mandado de prisão, está o chefe da Auditoria Fiscal Regional da Região Serrana, o auditor fiscal Moacir Carvalho Correa, que faria parte do esquema. Ele teria recebido mais de R$ 100 mil. Parte do valor teria sido repassada a outros integrantes da quadrilha. A Polícia Civil apura a participação dele no golpe.

Em 2020, o grupo conseguiu forjar uma declaração de união estável entre a vítima e um dos criminosos, de 31 anos, e passou a vender todos os imóveis da idosa, como quatro apartamentos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e Copacabana, na Zona Sul do Rio, por um valor bem menor do que o real, para receber o dinheiro mais rápido.

O sítio em que a vítima mora, em Teresópolis, foi transferido para um dos membros da organização criminosa.

As investigações começaram no início de março deste ano, quando a idosa foi hospitalizada com suspeita de traumatismo craniano. Agora ela apresenta distúrbio mental, possivelmente causado pelo uso excessivo do medicamento Clonazepam.

Durante operação desta quinta-feira (19), os agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão. As pessoas que cederam suas contas para as transferências vão responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Secretaria de Estado de Fazenda afirma que afastou o auditor do cargo e que um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta do servidor. E ainda que uma investigação interna foi instaurada para auditar os procedimentos que o acusado teve acesso ou participação.




Fonte: Band News

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