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Defesa de donos do Vitória apela para Habeas Corpus e luta pela liberdade do casal

Foto: Reprodução
Com menos de um mês de prisão temporária decretada, os advogados de defesa dos empresários Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freira, donos da rede de supermercados Vitória, acaba de entrar com um pedido de habeas corpus, para que o casal possa responder em liberdade pelo crime.

Joabson Agostinho é apontado pela Polícia Civil (PC) como mandante da morte do sargento do Exército Lucas Ramon Silva Guimarães, assassinado no dia 1º de setembro desse ano e Jordana é investigada por suspostamente ser cúmplice do crime. O casal permanece preso desde o dia 21 de setembro.

O pedido de habeas corpus deve ser julgado na 2ª Câmara Criminal. O documento está disponível no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e mostra que o pedido de liberdade foi feito no último dia 14, pelo corpo técnico-jurídico responsável pela defesa do casal.

Os advogados justificam o pedido alegando “declarar a ilicitude de toda a prova obtida a partir do acesso ilegal e extração irregular de informações contidas no aparelho celular da vítima, desentranhado dos autos a referida prova e  todas aquelas que por ela foram contaminadas, nos termos da dicção do art. 157, caput, do Código de Processo Penal… Em decorrência da justificativa, a defesa pede que os empresários sejam colocados de forma imediata em liberdade até que o mérito seja julgado. “…ante à evidente ausência de justa causa para a coação ilegal apontada (art. 648, I, da Lei Processual Penal), requer-se a concessão da ordem de habeas corpus, com fundamento no art. 647 do Código de Processo Penal c/c o art. 5º, LXVIII, da Constituição da República/1988, confirmando-se a liminar concedida ab initio litis”.


Entenda o caso

O sargento e empresário Lucas Ramon Silva Guimarães, de 29 anos, foi assassinado no dia 1º de setembro de 2021, dentro da cafeteria em que era proprietário, localizada no bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul de Manaus, por um atirador, até o momento não identificado.

Jordana seria supostamente amante do sargento, com quem mantinha relações comerciais e ao descobrir a traição da esposa, Joabson teria contratado um pistoleiro para executar Lucas.

O casal se apresentou na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), após ser dado como procurado pela Polícia Civil (PC-AM).

Na época, um dos advogados, identificado como Rafael Grosso Filho, afirmou: “Não podemos nem estar comentando, não temos muitas informações, acreditamos na inocência dos nossos clientes, acreditamos que houve um mal entendido que será esclarecido no momento oportuno”.

No dia 23 de setembro, a defesa solicitou à Justiça do Amazonas o relaxamento da prisão dos dois para que cumpram a pena em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

*Com informações de Dia a Dia Notícia

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