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Suzane Richthofen e Cravinhos não lucrarão com os filmes

Foto: divulgação
 

O diretor Maurício Eça e os roteiristas Ilana Casoy e Raphael Montes (Bom dia, Verônica) tinham um grande desafio nas mãos: Colocar na tela um dos crimes de maior notoriedade do Brasil, o caso Richthofen.


Diante disso, optaram por “traduzir” a história em dois filmes, A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais, sendo um pela perspectiva de Daniel Cravinhos e outro pela ótica de Suzane, respectivamente. Apesar da boa intenção, o roteiro peca ao não mergulhar mais fundo em seus personagens principais e não consegue entregar muito, além de uma dramatização dos depoimentos de Suzane e Daniel.

Porém, quem rouba a cena é a escolha ímpar do elenco, principalmente Carla Diaz, que entrega uma excelente atuação e consegue mostrar seu talento. Se desdobrando em duas versões de Suzane, a manipuladora e a vítima, Carla tem bons momentos no filme e consegue ser o grande destaque da produção. Leonardo Bittencourt, que interpreta Daniel Cravinhos, também consegue brilhar no desafio de entregar as duas supostas faces do ex-namorado.

Apesar das poucas nuances e o mergulho raso que o roteiro entrega, os filmes tomaram conta das redes sociais e algumas curiosidades surgiram. A primeira e uma das mais importantes, é que Suzane e os Irmãos Cravinhos não embolsarão nenhum centavo pelo filme. De acordo com a Santa Rita Filmes, produtora dos longas, eles não terão participação nos lucros e não lucrarão com direitos autorais. 

Outro ponto interessante, é fato dos longas terem saído do papel com investimento privado. Em entrevista, Ilana Casoy foi categórica ao dizer que não foram usados recursos governamentais, como Lei Rouanet.

Ainda enaltecendo o trabalho de Carla Diaz e de Leonardo Bittencourt, os atores rodaram os filmes em 33 dias e ao mesmo tempo, ou seja, rodaramm 'duas versões' do mesmo personagem no mesmo espaço de tempo.

Vic View

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