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Moro diz que não houve uma "cruzada pessoal" contra Lula na Lava-Jato

 

Sergio Moro se filiou ao Podemos para concorrer em 2022 - (crédito: EVARISTO SA / AFP)

Ex-ministro da Justiça e pré-candidato à Presidência da República em 2022, Sergio Moro disse, nesta quinta-feira (18/11), que não guarda rancor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que não houve uma "cruzada pessoal" contra Lula durante a Operação Lava-Jato.

O ex-juiz defendeu o papel da força-tarefa no combate à corrupção, sua principal agenda de campanha. "A gente tem de restabelecer a verdade", afirmou, em entrevista ao site O Antagonista. "O que houve foram investigações que revelaram que a Petrobras foi saqueada. Ou vamos dizer aqui que a Petrobras não foi roubada como nunca antes na história deste país?"

Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão que declarou Moro parcial ao julgar Lula no caso do triplex do Guarujá (SP). Os efeitos da suspeição foram estendidos a dois processos que atingiam o petista na Lava-Jato.

Moro também fez críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, a gestão é uma "nau sem rumo", e o Brasil "não tem projeto nem liderança". "Talvez o governo tenha um projeto para reeleição apenas", alfinetou. O fim da reeleição no Brasil foi uma das pautas defendidas pelo ex-juiz ao longo da entrevista.

"Nós estamos em um contexto em que nossas instituições são fortes, mas vimos como elas podem ser ameaçadas por autoritarismos", ressaltou. "Nós estamos na América Latina. Nós temos ainda riscos de populistas e caudilhos."

O ex-ministro, que apontou o nome de Affonso Celso Pastore como conselheiro econômico em entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, disse que mantém uma equipe com quem se reúne semanalmente — e, em alguns casos, diariamente —, mas ainda preferiu não revelar os nomes dos integrantes.

"Existe um grupo de estudiosos extremamente qualificados que têm trabalhado nesse projeto (de candidatura). Tenho participado dessas reuniões. Não vou revelar mais, porque, a partir do momento que você revela um nome, aquela pessoa passa a ser assediada pela imprensa, pelas pessoas. (...) O que posso dizer é que estamos trabalhando num projeto de reconstrução do país", destacou. "Tudo hoje está sem rumo, pessoas pensando em projetos pessoais, sejam eleitorais, sejam mais imediatos. Existe um projeto que está sendo construído e envolve cultura, agronegócio, meio ambiente."



Correio Braziliense*

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