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Tailândia legaliza a "kratom", planta estimulante que faz sucesso no exterior

© Jack TAYLOR AFP

Após legalizar a maconha para uso medicinal, a Tailândia acaba de autorizar a utilização de uma outra planta, até então considerada como uma droga e proibida no país: a kratom. A decisão visa descriminalizar o consumo, mas também estimular as exportações.

A kratom é uma arbusto que cresce no sul da Tailândia, na Malásia e na Indonésia. Suas folhas largas, verde-escuro, podem ser mastigadas ou fervidas para serem consumidas em chá.

A mytragina speciosa, nome científico da planta, é conhecida há séculos pelos tailandeses pelo seu efeito analgésico. Ela é utilizada, por exemplo, para tratar o diabetes ou aliviar a tosse, e consumida por profissionais que devem passar longas horas sem dormir, como taxistas, motoristas de caminhão, ou trabalhadores rurais que trabalham à noite.

A planta também é conhecida pelo seu efeito estimulante. Ela sempre foi popular entre os adolescentes das províncias muçulmanas, onde o consumo do álcool é restrito, que a utilizam misturada a outras bebidas energéticas. Com a epidemia de Covid-19 e a proibição da venda de bebidas alcóolicas na Tailândia, o uso da katrom se disseminou no país.

Heroína legal?

A kratom era, até poucas semanas, considerada como uma droga na Tailândia. A legislação local previa, até então, uma pena de até dois anos de prisão para quem a vendesse.  A posse resultava em uma multa de € 20 - o que é considerado caro para um salário médio na Tailândia. Desde a legalização, no final de agosto, o preço caiu: as folhas estão disponíveis por toda a parte e o preço despencou de € 0,20 para € 0,5 centavos.

As autoridades tailandesas também pretendem favorecer, desta forma, as exportações para diversos países. Os Estados Unidos, por exemplo, já importam quantidades importantes da planta, para substituir por exemplo, os medicamentos opiáceos utilizados contra a dor, que geram dependência.

Esse não é o caso, asseguram os consumidores, da katrom. Alguns médicos americanos, entretanto, asseguram que a planta é "heroína legalizada" e também pode viciar. A planta ainda está sendo avaliada por especialistas e a OMS deve publicar uma recomendação nos próximos meses.



RFi*

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