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Secretária da Covid diz ao STF que vacina para criança é segura


Igo Estrela/ Metrópoles

A secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, enviou nota técnica ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual esclarece que nenhuma questão de segurança foi identificada na vacina para crianças maiores de 5 anos, ou seja, o imunizante é totalmente seguro.

“Antes de recomendar a vacinação [contra a] Covid-19 para crianças, os cientistas realizaram testes clínicos com milhares de crianças e nenhuma preocupação séria de segurança foi identificada”, disse a secretária no documento, ao qual G1 teve acesso.

Rosana Melo ainda defendeu a integridade e autonomia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para declarar o imunizante seguro, como o fez. Segundo a secretária, a análise da agência foi feita de “forma rigorosa e com toda a cautela necessária”.

“As vacinas [contra a] Covid-19 estão sendo monitoradas quanto à segurança com o programa de monitoramento de segurança mais abrangente e intenso da história do Brasil“, disse o documento.

A nota técnica é uma resposta ao ministro do STF Ricardo Lewandowski, que solicitou, na sexta-feira (24/12), manifestação do governo federal, em até 5 dias, sobre a exigência de prescrição médica para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. A determinação atende a pedido feito ao Supremo pelo partido Rede Sustentabilidade.

De acordo com a Rede, “o Brasil caminhará na contramão do consenso científico mundial se não ministrar de modo efetivo os imunizantes aprovados pela Anvisa – até o momento, a dose especial da vacina da Pfizer – para o público infantil”.

A vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos será liberada a partir do próximo dia 10. A informação foi antecipada ao Metrópoles por uma fonte do Ministério da Saúde.

Por sua vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, detalhou, em conversa com jornalistas nessa quinta-feira (23/12), que será necessária a apresentação de receita médica para a imunização. O titular da pasta pontuou ainda que crianças com comorbidades serão priorizadas na campanha.




Metrópoles*

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