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Ex-gerente do Banco do Brasil é investigado por desvios de R$ 1,6 mi

JP Rodrigues/Metrópoles

 Polícia Federal investiga uma ex-gerente do Banco do Brasil, por desvio de R$ 1,6 milhão com fraudes em contas correntes da instituição bancária. De acordo com a corporação, os desvios de recursos eram feitos nas agências de Quirinópolis, Padre Bernardo e Itapirapuã, todos municípios goianos.

A Operação Downgrade aconteceu nesta quinta-feira (6/10) e cumpriu 10 mandados de busca e apreensão nos municípios, além da capital goiana e da capital federal. Ao todo, 40 agentes da PF estão envolvidos e os mandados foram expedidos pela 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiânia. Os nomes dos envolvidos e da ex-gerente não foram divulgados.

Fraudes

De acordo com a PF, uma auditoria interna revelou que entre os anos de 2016 e 2020 a funcionária teria praticado diversas operações financeiras irregulares, como saques em contas de clientes com senhas inválidas, agendamentos de pagamentos de boletos sem autorização e empréstimos irregulares.

Conforme a investigação, após a quebra do sigilo bancário da gerente, ficou constatado que a mulher identificava clientes em processo de renegociação de dívidas junto ao banco, para então, aplicar uma taxa de desconto maior, o que contrariava as normas e desviava a diferença em benefício próprio, do marido e da empresa do esposo.

“Alguns clientes obtiveram vantagens indevidas com essas operações. Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, desvio de recursos de instituição financeira, podendo pegara até 10 anos de prisão”, disse o delegado da PF Rafael Valadares de Oliveira.

Entre as transações feitas, também estão: renegociações ilegais, transferências e de desvios de recursos de empréstimos e financiamentos, além de fraudes e débitos, sem autorização, em contas de clientes.

Por meio de nota, o Banco do Brasil informou que a conduta de funcionário envolvidos em irregularidades é analisada sob o aspecto disciplinar, com soluções administrativas que vão desde a advertência e suspensão até destituição do cargo, a demissões com ou sem justa causa.

Ainda de acordo com a instituição financeira, quando ela detecta irregularidade, repassa as informações para as autoridades competentes e colabora com as investigações. O banco não informou valores envolvidos, mas antecipou que não houve prejuízos aos clientes.





Fonte: Metrópoles

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