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Moraes determina investigação de Carla Zambelli por apontar arma contra homem; veja vídeo

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a investigação da conduta da deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP), por ter sacado uma arma e perseguido um homem, neste sábado (29/10), no bairro de Jardins, em São Paulo.

A petição foi feita pelo assessor-chefe da assessoria especial de enfrentamento à desinformação, Eduardo de Oliveira. Será investigado o possível crime eleitoral por porte ilegal de arma. A resolução 23.708/2022 do TSE proíbe armas 24 horas antes e depois das eleições, para impedir tentativas de tumultuar o pleito eleitoral.

"No vídeo analisado, é possível notar que Carla Zambelli está em envolvida em uma discussão, onde foi verificado (análise do vídeo) que após discussão, sai em perseguição a uma pessoa. Em certo momento, retira de sua cintura, uma arma, aparentemente uma pistola, e vai em direção a um bar/restaurante, lotado de populares, sempre com uma arma em mãos, apontada para pessoas", diz o relatório. "De acordo com as imagens, é possível escutar, claramente, disparo de arma de fogo, no tempo 34 segundos, identificamos Carla Zambelli retirando da cintura, uma arma de fogo".

Em entrevista logo após o ocorrido, Zambelli disse ter consciência de que estava descumprindo a resolução do TSE. “Conscientemente eu estava ignorando a resolução do Alexandre de Moraes, porque ele não é legislador, ele é simplesmente o presidente do TSE e um membro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não pode em nenhum momento fazer uma lei”, disse.

A decisão do TSE foi tomada, por unanimidade, em setembro deste ano, atendendo a um pedido dos Chefes de Polícia Civil dos Estados, que alertavam para os riscos diante do cenário político polarizado.

Segundo a resolução, em caso de descumprimento, o eleitor armado estará sujeito à prisão em flagrante por porte ilegal de armas. Segundo o TSE, o porte de armas está autorizado apenas para agentes de segurança pública que estejam em serviço nos dias da eleição.

Entenda a história 

Na tarde deste sábado, viralizou um vídeo mostrando a deputada Carla Zambelli com uma arma na mão perseguindo um homem pelo bairro de Jardins, em São Paulo. O caso ocorreu próximo a um ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A deputada explicou o caso no Instagram, e disse que foi agredida pelo homem, que seria "um homem negro" e "militante de Lula". "Me chamaram de filha da puta", disse.

No vídeo, o homem aparece correndo no cruzamento das alamedas Lorena e Joaquim Eugênio. A pessoa que faz a gravação diz "é a Zambelli, é a Zambelli". Momentos depois, a deputada aparece com uma arma na mão, apontando em direção ao homem, e grita "pega ele". O homem tenta se esconder em um comércio. Zambelli entra no local e grita para ele: "deita no chão, deita no chão".

Pelo Instagram, a deputada fez uma publicação explicando o caso. O vídeo tem a legenda "Militantes de Lula me cercaram e me agrediram quando eu saía do restaurante". "Acabei de fazer um boletim de ocorrência, pois fui agredida agora pouco. Me empurraram no chão, era um homem negro, pois escolheram um homem negro para vim em cima de mim, mas eram vários. Eu estava saindo do restaurante, eles tinham visto a gente antes, então me cercaram, e me empurraram, me machucaram. Eles me chamaram de filha da puta, de prostituta, me xingaram de várias coisas, cuspiu em mim", diz a deputada.

Logo depois, Zambelli diz que foi empurrada pelo homem. "Quando ele me empurrou, eu sai correndo atrás deles, disse que ele tinha que ficar aqui, para poder esperar a polícia chegar, aí ele se evadiu. Então, eu saquei a arma e sai correndo atrás dele, pedindo para ele parar. Ele ficou com medo, e parou dentro de um bar, e eu pedi para ele esperar, para dar flagrante nele. Nisso ele começou a pedir desculpa, porque estava filmando, acabando de filmar o pedido de desculpa, eu disse: ta bom, agora você pode ir. Então ele pegou e começou a fazer de novo", afirma Zambelli.

Veja vídeo:



*Correio Braziliense

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