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Caso capivara Filó: "Animal silvestre não é pet", diz Ibama após multar Agenor em R$ 17 mil

Foto: Reprodução/Instagram
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), divulgou uma nota à imprensa, afirmando que multou o influenciador amazonense Agenor Tupinambá, de 23 anos, de Autazes, em mais de R$ 17 mil, justificando que "animal silvestre não é pet".

Agenor ficou famoso nas redes sociais ao compartilhar sua vida na fazenda no interior do Amazonas, principalmente sua rotina de cuidados e lazer com a capivara Filó.

“Animal silvestre não é pet. Por mais que algumas pessoas queiram cuidar de animais silvestres, quando os encontram na natureza, é necessário entender que eles não são animais domésticos, como cães e gato. Com base no Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), o Ibama autuou nesta terça-feira (18/04) o influenciador digital Agenor Tupinambá por práticas relacionadas à exploração indevida de animais silvestres para a geração de conteúdo em redes sociais. As multas aplicadas totalizam R$ 17.030,00″, diz a nota.

Além disso, a instituição afirmou que depois que tomou conhecimento "da morte de um bicho-preguiça que o rapaz [Agenor], criava em sua propriedade. No local os agentes encontraram um papagaio e uma capivara. Agenor não tinha autorização legal para manter os animais em sua posse", começaram a investigar possíveis maltratos.

O influenciador será obrigado a entregar a capivara e o bicho-preguiça ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Manaus.

“É importante salientar que além de ser crime manter animais silvestres irregularmente, a exposição de espécimes silvestres como pets em redes sociais, estimula a procura por esses animais, aquecendo o tráfico de espécies da fauna brasileira.
Por mais que se acredite estar ajudando um animal silvestre, dando comida e abrigo, é importante entender que essa atitude pode prejudicá-lo, pois reduz sua capacidade de sobrevivência na natureza. Animais silvestres também podem transmitir doenças graves para os humanos. A legislação brasileira não admite a hipótese de regularizar junto aos órgãos ambientais um animal adquirido ou mantido sem autorização. Quem possui animal silvestre em situação irregular pode realizar entrega voluntária ao órgão ambiental competente para evitar penalidades previstas na legislação”, finalizou o Ibama.

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