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Amazonas registra em 2025 o menor número de focos de calor da história, aponta Inpe

Foto: divulgação 
O Amazonas alcançou, em 2025, o menor número anual de focos de calor desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2002. Ao longo do ano, foram contabilizados 4.545 registros, número inédito na série histórica e que marca um recorde na redução das queimadas no estado.

O acompanhamento é realizado diariamente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que utilizam os dados para orientar políticas ambientais e ações de combate direto aos incêndios.

Pela primeira vez em 23 anos de monitoramento contínuo, o total anual ficou abaixo de 5 mil focos. Entre os fatores que contribuíram para o resultado estão as condições climáticas favoráveis e o fortalecimento da atuação do poder público, com ampliação da presença permanente do Corpo de Bombeiros em municípios considerados críticos.

De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a redução expressiva é fruto da integração entre órgãos estaduais, investimentos em tecnologia e reforço da estrutura operacional. Segundo ele, o apoio do Fundo Amazônia e de parceiros internacionais, como o banco alemão KfW, foi essencial para ampliar a capacidade de resposta do Estado.

“Conseguimos expandir a atuação do Corpo de Bombeiros em mais de 90% dos municípios críticos. Essa integração tem garantido respostas rápidas, prevenção ao desmatamento ilegal e colocou o Amazonas entre os estados com menor participação nos focos de calor da Amazônia”, destacou Taveira.

Os dados de 2025 representam uma queda de 82,18% em relação a 2024, quando foram registrados 25.499 focos de calor — a maior redução percentual desde o início da série histórica.

Para o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o resultado evidencia a importância do monitoramento contínuo e do uso de dados técnicos na tomada de decisões estratégicas. “O acompanhamento diário das informações do Inpe, aliado à identificação das áreas mais vulneráveis e às ações de fiscalização preventiva, foi fundamental para reduzir ocorrências e evitar novos focos em regiões sensíveis”, afirmou.

Com esse desempenho, o Amazonas ocupou a 5ª colocação no ranking de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal, respondendo por apenas 6% do total registrado na região. Do total contabilizado em 2025, 704 focos (15,49%) ocorreram em áreas sob gestão estadual, 2.788 (61,34%) em áreas federais e 1.053 (23,17%) em áreas classificadas como vazios cartográficos.

Avanços no combate aos incêndios

Ao longo de 2025, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) dobrou o número de municípios com presença da corporação, passando de 11 para 22 cidades. As localidades passaram a contar com viaturas Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade para até 10 mil litros de água, além de equipamentos e efetivo militar.

A ampliação ocorreu por meio da implantação dos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP), em parceria com as prefeituras. Segundo o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, a presença permanente dos bombeiros fortalece significativamente a capacidade de resposta do Estado.

“Estruturas novas, efetivo treinado e atuação coordenada com as prefeituras dão ao poder público uma resposta muito mais eficiente, o que se reflete diretamente na redução dos números”, concluiu o comandante.

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