Irmão planejou roubo e teria ordenado morte de casal após ser reconhecido, diz polícia
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| Foto: Reprodução |
Pedro Henrique da Silva Fernandes, irmão de Maurício Medeiros dos Santos, confessou à polícia que participou do planejamento do roubo que terminou na morte do próprio irmão e da namorada dele, Letícia Rikaely Guimarães da Cruz. Os dois foram encontrados mortos dentro de uma residência na avenida das Oliveiras, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus.
Pedro foi preso no município de Bonfim, em Roraima, na fronteira com a Guiana, junto com outros dois suspeitos identificados como Leonardo Neves e Juan Pereira.
Segundo informações repassadas pelo delegado Adenor Porto, da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Pedro teria informado aos comparsas que Maurício mantinha entre R$ 40 mil e R$ 45 mil dentro de casa. A vítima trabalhava com compra e venda de veículos.
Com base na informação, o trio teria planejado invadir a residência. Durante a ação, os suspeitos usavam balaclavas e amarraram Maurício e Letícia. As vítimas também teriam sido submetidas a tortura.
Ainda conforme a polícia, Leonardo relatou que Maurício conseguiu reconhecer o próprio irmão entre os invasores. Após ser identificado, Pedro teria determinado a morte de Maurício.
A localização dos corpos ocorreu depois que a mãe de Letícia passou a procurar pela jovem. Ela havia saído para jantar com Maurício e não retornou para casa. Ao ir até a residência do casal, a mulher teria avistado o corpo de Maurício pelo portão e acionado a polícia.
Durante a inspeção no imóvel, os agentes encontraram também o corpo de Letícia. Conforme o laudo do Instituto Médico Legal (IML), as vítimas morreram em decorrência de choque hemorrágico, esgorjamento e ferimentos provocados por arma branca.
Após a descoberta do crime, as investigações apontaram que o veículo do casal havia seguido em direção à fronteira. Os suspeitos foram localizados e presos em Bonfim.
Com o trio, as equipes apreenderam dinheiro, celulares, relógios e outros pertences das vítimas, incluindo um iPhone 13 e uma caminhonete.
Os três suspeitos foram conduzidos à base da Guarda Municipal e posteriormente apresentados à Polícia Civil. O caso segue sob investigação.

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