Pontas do Vasco saem do banco para segurar vantagem contra o Boca Juniors e levar vaga na final da Sul-Americana
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| Adson e Marino, pontas do Vasco em treinamento da véspera do duelo com o Boca Juniors — Foto: Montagem de fotos: Matheus Lima e Dikran Sahagian / Vasco |
Com mais de 60 mil ingressos vendidos, o Vasco tem a projeção de um Maracanã lotado para receber o Boca Juniors nesta terça-feira, às 21h30, na Copa Sul-Americana, em busca da primeira classificação à uma final continental em 26 anos. Além da torcida em peso, o clube tem a vantagem do placar, já que após a vitória por 1 a 0 no jogo de ida, pode levar a vaga com o empate. Se o Boca ganhar pela mesma diferença de gols, vai para os pênaltis.
Agora, se na ida foi necessário segurar as pontas defensivamente por ter ficado com um jogador a menos na reta final do duelo, a partida dentro de casa demanda um cuidado maior ofensivo, já que dentro de campo, Andrés Gómez (suspenso), na direita, e Colidio (não inscrito), na esquerda, são desfalques importantes para o elenco. Adson e Marino, respectivamente, devem ser os nomes que irão suprir o ataque.
Essas baixas mudam um pouco a dinâmica da equipe, seja na transição ofensiva ou na recomposição. Situações que o técnico Pedro Emanuel teve até ontem para polir, no último treino antes do jogo, no CT Moacyr Barbosa. Enquanto isso, o adversário argentino aproveitou as intstalações do rival Flamengo para a reta final da preparação do duelo.
Nas vezes em que Colidio ficou de fora, Adson já se mostrou peça importante no torneio continental, Não apenas com o gol da vitória de última semana, como também sendo o artilheiro da equipe na competição com cinco tentos. Apesar de não tendo a mesma capacidade criativa na construção do jogo pelo meio, como faz o argentino, o atacante sabe ser agudo, se posicionando bem nos contra-ataques e com a valência dos dribles no mano a mano. Canhoto, ele mudava a posição do destro Andrés Gómez para a esquerda.
Já Marino é o ponto de dúvida nesta formação com três homens de frente, que deve contar com Bruno Duarte como centroavante. O colombiano substitui seu compatriota que deu o passe do gol no último duelo e é a principal válvula de escape cruz-maltina.
Ele, no entanto, não teve nenhuma participação em gols em 31 partidas, se tornando alvo de críticas da torcida. No entanto, desde que a temporada afunilou, neste mês, o jogador ensaiou melhora de desempenho. Até por este motivo, o técnico deve lhe dar este novo voto de confiança. Caso desencante, entra aí uma torta lei do ex, já que o Boca Juniors iria contratar o jogador no início do ano e teve a negociação
O lado bom para o Vasco é que a última vez em que Adson e Marino estiveram juntos entre os 11 iniciais rendeu a classificação à semifinal. Foi na vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fé, dentro de São Januário. Agora o palco será ainda maior, com um Maracanã esgotado após o clube obter sucesso na briga judicial que durou quase três semanas com o Consórcio Fla-Flu Serviços S.A., para o uso do estádio.
Outro ponto que conta em favor do clube é o retrospecto do Boca como visitante em torneios continentais neste ano. Nos três jogos realizados, teve um empate, uma vitória e uma derrota. Inclusive, o time havia caído da Libertadores para a Sul-Americana por ter feito campanha de terceiro lugar no grupo D, com duas derrotas em três jogos fora de casa, na fase de grupos do torneio.
— Num jogo tão emblemático e histórico como é o Vasco e Boca, ser no Maracanã já é um privilégio e acima de tudo temos o Maracanã cheio com a nossa torcida, que vai nos ajudar ainda mais. E sem dúvida que isso vai ser um marco diferenciador naquilo que é nossa vivência nesta semifinal — disse o treinador português.
*Extra

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