Copilota de 20 anos morta em queda de jato tinha mais de 1.300 horas de voo; mãe revela paixão pela aviação desde a infância
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| Foto: reprodução/ redes sociais |
Em entrevista ao jornal americano The New York Times, a mãe de Nathalia, Camila Corteleti, contou que o interesse da filha pela aviação surgiu muito cedo. Ainda criança, ela costumava acompanhar o pai, que pilotava aviões por hobby, e observar as aeronaves no Aeroporto de Boca Raton, na Flórida.
Por volta dos 12 anos, Nathalia já demonstrava que queria seguir carreira como piloto. Segundo a mãe, a jovem era encantada pela sensação de liberdade proporcionada pelos voos.
“Ela adorava a liberdade. Era completamente diferente ver o mundo do alto”, relembrou Camila.
Conquistou licença antes mesmo de dirigir
O sonho começou a ganhar forma em 2020, quando Nathalia iniciou os estudos de pilotagem. Três anos depois, aos 17 anos, conseguiu sua licença de piloto privado, ainda durante o ensino médio e antes de obter a carteira de motorista.
Na época, em entrevista à emissora americana CBS12, ela demonstrou orgulho da conquista e brincou com a diferença entre suas habilidades.
“As pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘Sim, mas eu sei voar’”, afirmou.
Carreira promissora na aviação
Aos 20 anos, Nathalia já trabalhava como copilota da Upper Jets, empresa especializada em fretamento de aeronaves particulares, com sede em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos.
Com mais de 1.300 horas de voo registradas, ela planejava avançar profissionalmente e tinha como objetivo se tornar piloto de linha aérea comercial.
Nas redes sociais, compartilhava momentos da rotina na aviação, incluindo registros dentro das aeronaves. Em uma das publicações, apareceu pilotando ao lado do namorado, Justin, e destacou que, apesar de ambos terem menos de 21 anos, já possuíam diferentes certificações na área.
Queda de jato matou nove pessoas
Nathalia estava como copilota de um Learjet 60 que caiu no domingo (1º), no condado de Palm Beach, na Flórida. A aeronave havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. As nove pessoas que estavam a bordo morreram.
Registros da comunicação entre a tripulação e o controle de tráfego aéreo apontaram momentos de tensão antes do acidente, com relatos de turbulência e formação de gelo na aeronave.
As circunstâncias da queda ainda são investigadas pelas autoridades americanas.

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