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Richarlison faz dois, e 'superataque' do Brasil passa no teste contra Gana


Foto: Divulgação
 É o penúltimo compromisso da equipe antes da Copa do Mundo do Qatar. Até agora foram 49 partidas de preparação, e o Brasil alcançou sua 36ª vitória — isso representa um aproveitamento superior a 80%. Em relação aos gols marcados, o time chegou a 106 e comprovou seu poder de fogo às vésperas do Mundial. Gana, aliás, é adversária possível nas oitavas de final no Qatar.

A expectativa para o jogo de hoje era alta, porque Tite escalou Lucas Paquetá como segundo volante, Neymar de meia central e três atacantes no time titular, Raphinha, Vini Jr e Richarlison. Um teste para uma formação ofensiva que foi chamada de 'superataque' durante a semana. Raphinha deu assistência para o gol de Marquinhos aos oito minutos do primeiro tempo e Neymar deu os passes dos gols de Richarlison aos 27 e 39.

O próximo jogo da seleção brasileira é o último antes da Copa do Mundo. Na terça-feira (27), a adversária será a Tunísia, às 15h30 (de Brasília), no estádio Parque dos Príncipes, em Paris. Gana também segue em preparação para o Mundial e enfrenta a Nicarágua no mesmo dia.

Neymar é o arco

 Escalado como meia central à frente de um trio de atacantes, Neymar foi o cérebro da seleção na França. Ele deu dois passes para gol e municiou Vini Jr, Raphinha e Richarlison com outras boas oportunidades perdidas. O camisa 10 foi posicionado por Tite numa zona do campo com mais espaço para criar e correspondeu às expectativas. Ele sumiu no segundo tempo, muito caçado pelos marcadores de Gana, mas foi um dos destaques do Brasil.

Richarlison é a flecha

Richarlison já disse que joga melhor na seleção do que no clube. E a atuação de hoje mais uma vez confirmou a tese. Foram dois gols em um desempenho geral muito bom do atacante. No primeiro, foi preciosa a percepção da própria localização no campo em relação a marcadores e goleiro. Assim, o tapa de primeira - após o passe de Neymar - pareceu muito simples. Certeiro. No segundo gol, a antecipação como uma flecha mostrou a efetividade no jogo aéreo. Sem a bola, Richarlison é um exemplo e um motor da pressão brasileira no campo de defesa adversário. O Pombo foi substituído no segundo tempo, mas deixou boa impressão.

 Alex Telles o alvo

Em meio ao desempenho reluzente de outros jogadores, especialmente no primeiro tempo, Alex Telles foi o mais burocrático do time. A função também colabora para essa falta de protagonismo. O lateral-esquerdo não tem, nesse desenho tático da seleção, um corredor para avançar e explorar. A tarefa dele é construir vindo de fora para dentro do campo, por vezes virando um parceiro de Casemiro na cobertura dos espaços no meio.

O sistema defensivo em geral foi pouco testado, mas Tite pôde observar Éder Militão como lateral-direito e deu 45 minutos a Bremer, os primeiros do zagueiro da Juventus na seleção. "Isolado" no meio-campo, Casemiro, o único volante, não teve problemas para encontrar as linhas de passe e conectar defesa e ataque.

Brasil passa no teste

O primeiro tempo da seleção brasileira encantou o público francês. A nova formação testada por Tite, com apenas Casemiro como volante, deu à equipe uma movimentação ofensiva que envolveu totalmente o adversário. Com a bola, o Brasil atacava com cinco jogadores, dando poucas chances à defesa de Gana. Se a ideia de Tite era variar o repertório ofensivo, a tática funcionou. A seleção atacou pelas pontas, com Vini Jr. e Raphinha; pelo meio, com Richarlison como alvo de Neymar e Paquetá (como no lance do segundo gol), e misturando as duas formas.

Gana encurralada

O primeiro tempo foi de costas na parede. Pressionada, com marcação muito atrás, a seleção de Gana foi praticamente uma vez ao ataque. A dificuldade de sair jogando era nítida, diante da pressão alta brasileira. A ausência de Thomas Partey, de última hora, deixou o meio-campo mais fraco. As bolas longas, que poderiam ser a válvula de escape, também não funcionaram. No segundo tempo, já com três gols de desvantagem, Gana foi mais ousada. O técnico Otto Addo promoveu a estreia de Iñaki Williams na seleção. A melhor chance foi em uma cabeçada de André Ayew que explodiu no travessão de Alisson. Mas não passou disso.

Fonte: É foco

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