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China proíbe divulgação de infectados pela Covid-19

Foto: José Cruz/Agência Brasil
A Comissão Nacional de Saúde da China, que tem status de ministério, anunciou neste domingo, 25, que não vai mais divulgar os dados de infectados com a Covid-19 como acontecia no início de 2020.

“A partir de hoje, não publicaremos mais os dados diários sobre a epidemia”, afirmou a Comissão Nacional de Saúde.

O ministério não divulgou nenhuma explicação para a medida, mas há uma defasagem nos dados divulgados gerando fortes críticas. Os dados não refletem a onda de contágios que afeta o país desde 7 dezembro.

Na rede social Weibo, única rede social permitida na China, uma pessoa escreveu: “era o maior escritório de fabricação de estatísticas falsas do país”, após a decisão da instituição ser divulgada.

Antes, os exames que medem a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), que eram obrigatórios, permitiam monitorar a tendência da epidemia. Atualmente, as pessoas infectadas fazem testes em casa e, na maioria das vezes, não comunicam os resultados às autoridades locais.

A falta de comunicação dos dados reais impossibilita a compilação de números confiáveis para divulgação e monitoramento.

Outro fator que colocou em descredito os números divulgados pelas autoridades chinesas foi a nova metodologia adotada: apenas pessoas que morreram como vítimas diretas de insuficiência respiratória vinculada ao vírus são contabilizadas como óbitos por covid-19.

A Comissão disse que o Centro Chinês para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) publicará informações sobre a epidemia para possibilitar referências e pesquisas, mas não disponibilizará o número de infectados.

Os chineses, que denunciaram a discrepância entre o nível de contágios e as estatísticas, fizeram chacota com o anúncio da Comissão.

“Finalmente acordaram e perceberam que não podem enganar as pessoas com números subestimados”, escreveu um cidadão no Weibo.A Comissão Nacional de Saúde da China, que tem status de ministério, anunciou neste domingo, 25, que não vai mais divulgar os dados de infectados com a Covid-19 como acontecia no início de 2020.

Redação Oeste

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