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Vereadores de Manaus saem em defesa da Zona Franca após declaração de Alckmin sobre fim do IPI

Foto: Divulgação
Vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), estão defendendo a Zona Franca, após o vice-presidente da República e também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmar que tem planos para acabar com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida que afeta diretamente o modelo econômico no Amazonas.

A afirmação do ministro foi feita na última segunda-feira (16), durante um evento em São Paulo. Vale ressaltar que a Zona Franca de Manaus se beneficia diretamente dos incentivos para se tornar atrativa para as empresas e estar dentro da competitividade do mercado.

O vereador Lissandro Breval (Avante) destacou que o modelo Zona Franca é importante para a economia amazonense e que estará pronto para defender o Polo Industrial diante dos empasses políticos.

“Já falei que não irei parar de defender a nossa Zona Franca de Manaus. Não irei me calar diante dos absurdos que vem ameaçando o nosso Polo Industrial, a nossa economia e o nosso Estado”, declarou o vereador Lissandro.

Mesmo sendo do Partido dos Trabalhadores (PT), que é o mesmo do presidente Lula, o Sassá da Construção Civil (PT-AM), declarou que não vai se omitir diante daquilo que possa afetar o crescimento industrial.

“Eu cobrei dos governos passados e vou cobrar do governo Lula. Não pensem que vou me calar. Meu compromisso é com o povo de Manaus e do Amazonas. Eu defendo o que é certo, e o Lula prometeu não mexer com o Polo Industrial de Manaus”, afirmou Sassá.

Pegando o gancho em torno da problemática, o vereador Peixoto (Pros), demonstrou descontentamento com a demora na escolha de nome para comandar a Suframa, com o objetivo de resguardar os mais de 100 mil empregos diretos e os quase 500 mil indiretos.

“É preciso encarar esse cenário com muita atenção, pois são situações preocupantes. No governo passado acompanhamos as seguidas tentativas do então ministro Paulo Guedes, em relação ao IPI e muito se fez para reverter isso, mas agora, o que está sendo feito? Estamos na terceira semana do ano, de uma nova gestão e nenhuma sinalização positiva em relação às nossas indústrias, nem em relação ao novo superintendente da Suframa que poderia já estar se articulando em meio a essas ameaças. Isso, na minha opinião, são sérios sinais negativos”, analisou.
*Vitória Louzada

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